Jornal do Brasil

Internacional

Juiz indicado por Trump enfrenta hoje depoimento ao Senado

Magistrado e mulher que o acusa de agressão sexual irão depor

Jornal do Brasil

A mulher que acusa de agressão sexual o juiz Brett Kavanaugh irá testemunhar nesta quinta-feira (27) diante do Senado, o que pode determinar a confirmação ou a rejeição do nomeado de Donald Trump a um posto na Suprema Corte dos Estados Unidos. A primeira mulher a acusar Kavanaugh foi a professora Christine Blasey Ford, a qual alega que o juiz a agrediu sexualmente durante uma festa quando os dois ainda eram adolescentes no Ensino Médio.

"Estou aqui hoje não porque queria estar aqui. Estou aterrorizada. Estou aqui porque acredito ser meu dever cívico falar a verdade", garantiu Ford, docente de Psicologia. Depois dela vir à tona, mais duas mulheres lançaram acusações de abusos contra o magistrado, que nega todos os crimes. Alguns senadores também receberam nos últimos dias cartas anônimas que acusam o juiz de abusos sexuais.

Macaque in the trees
Brett Kavanaugh (Foto: AFP/ Saul Loeb)

Uma das cartas diz que Kavanaugh empurrou uma mulher "contra um muro, agressivamente, para cometer assédio", em 1988, depois de sair de um bar, onde estava bebendo com a suposta vítima.

"Eu não era perfeito, como não sou perfeito ainda hoje. Tomava cerveja com os meus amigos, principalmente aos fins de semana.

Algumas vezes, bebia demais. Eu disse e fiz coisas no colégio que me deixam arrepiado hoje, mas esse não é o motivo pelo qual estamos aqui", comentou o magistrado, alegando ser vítima de calúnia.

Kavanaugh também testemunhará hoje no Senado americano, mas não estará na sessão de depoimento de Ford. A maioria republicana - e masculina - no Comitê de Justiça do Senado indicou uma advogada com experiência em crimes sexuais, Rachel Mitchell, para interrogar Ford.

"O dia de hoje será muito importante na história do nosso país", disse Trump, que continua defendendo o juiz, mas não excluiu a possibilidade de mudar sua posição.

Kavanaugh foi nomeado por Donald Trump em julho para preencher uma vaga na Suprema Corte dos EUA. Ele passava pelo processo de aprovação no Congresso quando as denúncias foram divulgadas.



Recomendadas para você