Congresso se reúne para escolher novo Prelado do Opus Dei

O Monsenhor brasileiro Vicente Ancona Lopez participa, em Roma, do Congresso que vai escolher o novo Prelado do Opus Dei, em substituição a Dom Javier Echevarría, falecido em 12 de dezembro devido ao agravamento de um quadro de insuficiência respiratória. 

No processo eletivo se pronunciam tanto as mulheres quanto os homens e culmina com a confirmação da eleição por parte do Papa.

A eleição do Prelado deve recair necessariamente sobre um sacerdote, com quarenta anos completos, que seja membro do Congresso de eleitores e que tenha ao menos dez anos de pertença à Prelazia e cinco de sacerdócio.

Nascido em São Paulo, em 1949, o Rev. Mons. Vicente Ancona Lopez doutorou-se em Pedagogia e Teologia pela Universidade de Navarra, Espanha. Recebeu a ordenação sacerdotal em 1975. Em 1994 foi nomeado Vigário Regional da Prelazia do Opus Dei no Brasil. 

Entre os possíveis nomes que poderão ser nomeados está o do Mons. Fernando Ocáriz, que nasceu em Paris em 27 de outubro de 1944. Ocáriz licenciou-se em Teologia pela Universidade Pontifícia Lateranense em 1969 e obteve o Doutoramento em Navarra em 1971, ano em que foi ordenado sacerdote. Foi professor ordinário de Teologia Fundamental na Universidade Pontifícia da Santa Cruz.

Desde 1986 é consultor de diversos organismos da Cúria romana: Congregação para a Doutrina da Fé (desde 1986), Congregação para o Clero (desde 2003) e o Conselho Pontifício para a Promoção da Nova Evangelização (desde 2011).

É membro da Academia Pontifícia de Teologia desde 1989. Foi nomeado Vigário Geral da Prelazia do Opus Dei no dia 23 de Abril de 1994.

Nas suas publicações tratou preferencialmente temas de Filosofia e Teologia. Entre os livros que escreveu encontram-se: The mystery of Jesus Christ: a Christology and Soteriology textbook; Hijos de Dios en Cristo. Introducción a una teología de la participación sobrenatural; Amor a Dios, amor a los hombres; El marxismo: teoría y práctica de una revolución; Voltaire; Tratado sobre la tolerancia; Naturaleza, gracia y gloria. Além disso, é co-autor de numerosas monografias. Em 2013 foi publicada uma extensa entrevista dada a Rafael Serrano sob o título Sobre Deus, a Igreja e o mundo.

Outro nome de destaque é o do Mons. Mariano Fazio. Ele foi ordenado sacerdote por São João Paulo II em 1991 depois de ter trabalhado durante sete anos como professor de Filosofia do Direito e colaborador do jornal "El Telégrafo", no Equador.

De 1996 a 2002 foi o primeiro decano da Faculdade de Comunicação Institucional da Universidade Pontifícia da Santa Cruz em Roma, e Reitor dessa Universidade de 2002 a 2008. No mesmo período foi eleito presidente da Conferência de Reitores das Universidades Pontifícias Romanas.

Em 2007 foi nomeado perito na V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe (Aparecida, Brasil). Meses depois, voltou ao continente americano onde exerceu até o presente a função de Vigário do Opus Dei da Argentina, Paraguai e Bolívia.

É autor de mais de 20 livros sobre a sociedade moderna e os processos de secularização, entre os quais destaca a Historia de la filosofia contemporánea, Historia da filosofia moderna e Historia de las ideas contemporáneas. Entre as suas obras encontram-se alguns perfis biográficos, nomeadamente: El Papa Francisco. Claves de su pensamiento; San Juan XXIII; Beato Pablo VI. Gobernar desde el dolor; De Benedicto XV a Benedicto XVI.

Perfil 

Os Estatutos da Prelazia descrevem as diversas condições humanas, espirituais e jurídicas que deve reunir o prelado, para garantir o reto desempenho do cargo. Em síntese, deve destacar-se na virtude da caridade, da prudência, da vida de piedade, amor à Igreja e a seu Magistério e a fidelidade ao Opus Dei; possuir uma profunda cultura, tanto nas ciências eclesiásticas como civis, e ter adequados dotes de governo pastoral. São requisitos similares aos exigidos pelo Direito Canônico para os candidatos ao episcopado.

O Prelado é o líder pastoral da Prelatura. Uma prelatura pessoal é uma parte da Igreja Católica, no sentido de que é composta por determinados fiéis e está estruturada de modo hierárquico, com um prelado (que é a sua cabeça e princípio de unidade) e com sacerdotes e diáconos que colaboram com ele. O que é específico nas prelaturas pessoais é promoverem a vida cristã e a missão evangelizadora da Igreja de um modo complementar ao das dioceses, às quais continuam a pertencer os fiéis que fazem parte de uma prelatura pessoal.