A filha predileta

Um ladrão com duas filhas, vendo uma delas chorar por pressão de seu marido, permitiu que este fizesse parte de sua quadrilha. Feita a concessão à filha, o genro convoca outro quadrilheiro para sócio. Os dois resolvem roubar o sogro-chefe da quadrilha. 

Este, percebendo que o movimento no butim estava menor do que o combinado com os corruptores, e alertado por esses, percebeu que o sócio-genro estava lhe roubando.

Como chefe de quadrilha, não podia executar o sócio-ladrão porque era seu genro. Explicou à filha e exigiu do genro prestação de contas. Este, preocupado com perder a bocaça, colocou em seu computador item por item, nome por nome, data por data, detalhes de quando assaltavam, como recebiam e de quem. Tudo bonitinho para que o sócio acreditasse.

Foi assim que quando todos foram presos, pode-se descobrir como a quadrilha funcionava e quem eram os sócios tanto na divisão dos lucros quanto com relação aos que se beneficiavam com o sacrifício da empresa que era saqueada. Pagavam direitinho.