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Gastos no Maracanã sobem e atiçarão campanha contra privatização

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Uma nota editada na coluna Radar, assinada pelo jornalista Lauro Jardim, na revista Veja desta semana vai atiçar a luta contra a privatização do Maracanã, como deseja o governador Sérgio Cabral. O informe dá conta de que o governador está remanejando mais R$ 100 milhões para a reforma do estádio.

Com isto, a previsão de gastos no está já beira os R$ 1 bilhão.

Ela começou sendo de R$ 600 milhões, em janeiro de 2010; depois passou para R$ 705 milhões em agosto do mesmo ano; posteriormente, atingiu os R$ 957 milhões, provocando a intervenção do TCU que exigiu redução de valores superfaturados: o custo voltou para a casa dos R$ 794 milhões.

Novos aditivos, porém, voltaram a elevar as previsões de gastos que atingiram novamente a casa dos R$ 892 milhões.

Valor este que seria maior, caso não tivesse sido concedida, em setembro de 2011, a isenção do ICMS para os materiais e equipamentos adquiridos para uso na reforma e a serem instalados no estádio.

Jardim garante que a conta vai superar o R$ 1 bilhão o que, se acontecer, deixará mal o vice-governador Luiz Fernando pezão, candidato escrachado de Cabral à sua sucessão. Em maio de 2011 ele, que responde pela secretaria de Obras do governo, garantiu que a reforma “Não vai passar (de R$ 1 bilhão). Esperamos até pra baixar um pouco".

A estes valores, como lembra o deputado estadual Luiz Paulo Correa (PSDB) não se somaram os gastos da Prefeitura no entorno, que não serão pequenos.

Confirmando-se o custo superior a R$ 1 bi, crescerá a oposição de todos à entrega do estádio, depois de todo este gasto do governo, para a exploração privada, como desejam Cabral, Pezão e o mega empresário Eike Batista, candidato ao posto de administrador do Maracanã.