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Alerj: dois pesos, duas medidas

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Nos corredores da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), a rejeição à permanência de Marcelo Freixo (PSOL-RJ) no comando da Comissão de Direitos Humanos tem nome e sobrenome: trata-se de André Correa (PSD-RJ), líder do governo na casa.

Correa é o principal defensor da tese de que somente as legendas que se enquadram nas determinações do regimento interno devem participar ou presidir comissões permanentes na Assembleia. Como o PSOL só tem dois parlamentares - Freixo e Janira Rocha - precisa que outros partidos abram mão de vagas para participar das comissões. Freixo e Janira têm conversado com membros da base governista, defendendo a ideia de que todos os partidos com representação da Alerj devem ter espaço nas comissões. 

Na prática, a tese restritiva de Correa não se aplicará a todos: o PV, que também tem dois parlamentares, tem tudo para permanecer comandando as comissões de Saneamento Ambiental, com Aspásia Camargo, e Combate às Discriminações e Preconceitos, com Xandrinho. O mesmo tende a ocorrer com o PPS, que comanda a de Educação com Comte Bittencourt, e o PP, que tem Dionísio Lins à frente da Ciência e Tecnologia.

A ofensiva contra a Comissão de Direitos Humanos, nesse caso, tem objetivo duplo, pelo que se diz: retaliar a oposição ao governo Cabral e tirar de Freixo um palanque importante, visando enfraquecê-lo para 2014.