O governador Sérgio Cabral optou pelo isolamento como resposta ao escândalo causado pela divulgação de suas viagens, acompanhado pelo dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, secretários de estado e outras autoridades à Paris e Mônaco, em 2009.
Antes prolífico em aparições públicas, a agenda do mandatário fluminense agora é minguada: em abril, antes da divulgação das imagens, o governador participou de 18 eventos públicos. Após as fotos, no entanto, são apenas seis compromissos, dois deles ao lado do ex-presidente Lula, seu amigo e principal cabo eleitoral.
Temor entre os aliados
Interlocutores na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) mostram preocupação com o sumiço de Cabral, logo às vésperas das eleições municipais.
Alguns, mais pessimistas, temem que o governador não possa participar de inaugurações e outros atos públicos ao lado de candidatos aliados, diminuindo seu papel como avalista político em todo o estado. Cenas dos próximos capítulos...