O senador Pedro Simon (PMDB-RS) fez um duro pronunciamento no plenário do Senado na tarde desta segunda-feira. Indignado com os rumos que a CPMI do Cachoeira vão tomando no Congresso, e fez um apelo para que as entidades responsáveis por investigar a quadrilha do contraventor para pedir uma força-tarefa, já que o Parlamento seria incapaz de concluir uma apuração séria:
"Para fazer a devassa necessária nessa situação, para apurar as coisas realmente, já que, com toda a sinceridade, nós perdemos a credibilidade, seria preciso criar uma força-tarefa. Ministério Público, Polícia Federal, COAF, Receita Federal e Interpol devem se unir", sugeriu o parlamentar gaúcho.
O senador ainda apontou uma contradição no discurso do presidente da CPMI, o deputado federal Odair Cunha (PT-MG), que teria se recusado a convocar o dono da Delta Construções, Fernando Cavendish, e os governadores Marconi Perillo (GO), Agnello Queiroz (DF) e Sergio Cabral (RJ):
"O relator da CPI recebeu todo o processo e não pediu pra investigar a Delta ou pra convocar o presidente da Delta e os governadores, mas está convocando o Procurador Geral para depor porque ele não fez a denúncia em 2009", questionando que, se o Gurgel está sendo acusado de negligenciar as denúncias contra Demóstenes Torres e o esquema de Cachoeira, o relator não pode alegar falta de elementos.
Além disso, o senador cobrou a participação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) como entidades observadoras dos trabalhos da Comissão, fiscalizando possíveis acordos que protegam investigados.