Para defensores do turfe, Codere leva dinheiro do Jockey para fora do país

A Operação Grande Prêmio, deflagrada pela Polícia Federal na manhã desta quarta-feira (11/04) na sede do Jockey Club Brasileiro, deixou os criadores de cavalos atentos. Além do suposto uso de notas frias para lavar dinheiro, outra preocupação deles em relação ao contrato com a multinacional de apostas Codere diz respeito à função básica do clube: o incentivo à criação de cavalos no Brasil. 

Dinheiro pelo ralo

Para os amantes do turfe, a Codere tira dinheiro das apostas do Brasil para a Espanha. Isso acontece da seguinte forma: nas apostas nacionais gerenciadas pela empresa espanhola, 30% do dinheiro fica com o Jockey e o restante é mantido no "bolo" dos apostadores para pagar os prêmios. Só que, em apostas internacionais, o clube fica com 3% enquanto a Codere leva para si os outros 97%. 

Os criadores de cavalo alegam que esta prática leva para fora do país o dinheiro dos apostadores e fere o principal pilar do clube, que é o fomento ao cavalo nacional.