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O estranho recuo de Ricardo Teixeira

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Presidente da CBF por mais de 20 anos, Ricardo Teixeira sempre foi imbatível. Desde que começou a atuar profissionalmente com o sogro, o ex-presidente da FIFA João Havelange, foi alvo de um caminhão de processos e sempre se livrou deles com maestria. Nem as ações judiciais contra ele nos tempos em que administrava o bar do Jockey Club vingaram. Agora, estranhamente, ele começa a recuar diante das ameaças do presidente da FIFA, Joseph Blatter. Isso justamente quando a Copa do Mundo finalmente volta ao Brasil. 

Interesses

Na final da Copa do Mundo de 1998, a mesma FIFA usou a sua influência para que o Brasil perdesse a decisão para a França, pavimentando o caminho para a reeleição de um então impopular presidente francês, Jaques Chirraq. Naquela ocasião, os interesses da FIFA ficaram claros. 

Ronaldo

Naquele mesmo dia, o médico da seleção brasileira, Lídio Toledo, ligou para um famoso neurologista pedindo orientações sobre o que fazer com Ronaldo Fenômeno, vítima de uma convulsão poucos antes da final. A orientação foi clara: o jogador deveria permanecer dois dias de repouso, já que a descarga elétrica causada pela convulsão afetaria sua musculatura. A Nike, no entanto, forçou a entrada de Ronaldo em função dos direitos de imagem. 

Interesses II

A pergunta que fica agora é o que está por trás dos recentes ataques da FIFA a Ricardo Teixeira? A quem beneficiaria a queda do presidente da CBF, sempre defendido em Brasília por Tasso Jereissati (tucano ex-governador do Ceará, que conseguiu levar os jogos da seleção na Copa para o seu estado graças à proximidade com Teixeira), José Roberto Arruda (ex-governador do Distrito Federal, que teria negociado por debaixo dos panos um amistoso da seleção contra Portugal na capital federal)?