Graças a um erro na elaboração da multa aplicada pelo vazamento de petróleo em Campos, a multinacional Chevron conseguiu estender até o fim do mês o prazo para a apresentação da sua defesa. A liminar, acolhida pela Justiça Federal, apontava que o Ibama aplicou a multa antes de realizar o laudo técnico sobre o incidente. No começo do mês, o Informe JB antecipou o erro.
Livro da discórdia
Para justificar seu pedido, a Chevron usou trechos do livro de um conhecido jurista brasileiro especializado em direito ambiental que apontam a necessidade da realização de um laudo antes da aplicação de qualquer multa. O jurista é o próprio presidente do Ibama, Curt Trennepohl.
Anulação possível
O Ibama chegou a negar que o erro pudesse anular a multa, mas agora já trabalha com esta possibilidade. No começo do mês, a procuradoria jurídica do órgão apontou o erro, mas o superintendente Adilson Gil quis manter a multa.