Bateu na trave, mas a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) quase negou a entrega da Medalha Tiradentes ao presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli. Seria a primeira vez na história que a Casa negaria a homenagem. A razão da birra foi a posição de Gabrielli em relação aos royalties, já que o presidente da Petrobras admitiu ser a favor da nova partilha dos lucros do petróleo, o que prejudica o Rio de Janeiro.
PT e PV amigos
Quem salvou Gabrielli do mico foram o PT e o PV. Os dois partidos, sobretudo o PT, esgotaram todos os argumentos técnicos para impedir que a homenagem fosse votada. A manobra salvou o presidente da Petrobras de uma derrota certa, já que a grande maioria dos deputados presentes declarou abertamente que era contra a entrega da medalha. A votação foi derrubada por falta de quórum.
Briga feia
A saída pela tangente que o PT conseguiu para Gabrielli irritou alguns parlamentares. A deputada estadual Cidinha Campos (PDT) acusou os petistas de estarem jogando "contra o Rio de Janeiro" ao tentar preservá-lo. Já Gilberto Palmares (PT) e outros deputados que pediram que a votação fosse adiada argumentaram que o Rio estaria comprando uma briga desnecessária com a Petrobras, e acabariam dando mais ibope a Gabrielli se negassem a homenagem. A discussão pode ser retomada na semana que vem.
Em tempo
Com a ausência do presidente da Alerj, Paulo Mello (PMDB), quem presidiu a sessão foi Roberto Henriques (PSD). No auge da discussão sobre a entrega da medalha, alguns parlamentares criticaram a atuação de Henriques na presidência da sessão.
"Isso aqui está uma bagunça, está parecendo a Escolinha do Professor Raimundo", atacou a deputada Clarissa Garotinho (PR).