"Dilma precisa parar de recorrer a Lula", critica tucano

O encontro da presidente Dilma Rousseff (PT) com Lula em Manaus deixou os tucanos em polvorosa. Como o PSDB faz pressão em massa para que Orlando Silva caia o mais rápido possível, seus parlamentares logo ligaram os pontos e concluíram: a reunião serviu para discutir a permanência do ministro do Esporte na pasta, apesar das turbulências. 

Lula lá?

Para os tucanos, a influência do ex-presidente na decisão de segurar Orlando Silva no cargo foi fundamental e apequena a importância de Dilma no governo. "É inegável a capacidade de comunicação do ex-presidente. Foi baseado nisso que o governo dele se protegeu de um conjunto de irregularidades. A influência revela a fragilidade dela em tomar decisões", atacou Otávio Leite (PSDB-RJ). Rui Palmeira (PSDB-AL), também não deixou barato: "Dilma tem que provar que comanda o país, chamar a responsabilidade para si, ao invés de recorrer o tempo inteiro ao antecessor". 

Pirotecnia

Apesar da carga pesada contra Orlando Silva, a oposição sentiu o golpe da pirotecnia desnecessária do policial militar João Dias Ferreira, responsável por denunciar o esquema de desvio de verbas da pasta. No começo, o PM garantia que tinha provas que incriminavam diretamente o ministro. Na hora de apresentá-las, no entanto, ficou devendo. Por mais que o fogo tenha se alastrado pela pasta, ele ainda não chegou a Orlando Silva.