Fernanda Lima fala sobre preconceito: "Sou uma mulher de privilégios, exceção em um mundo injusto"

A apresentadora explicou, ainda, o motivo que a levou se mudar com a família para Los Angeles

A frente do "Amor e Sexo", atração global que traz as telinhas debates importantes sobre questões de gênero e empoderamento feminino, Fernanda Lima sabe da voz que tem e tenta usá-la para ajudar mulheres oprimidas na sociedade.  "Como uma pessoa que tem um microfone e um poder de comunicar, que tem um espaço de muito valor dentro da televisão, eu me senti na obrigação de eu trazer essas mulheres, da gente falar o que precisa ser dito e o que precisa ser mudado. Isso também muda a minha vida, eu aprendo e estudo muito. Felizmente, hoje a gente ouve o empoderamento feminino todo dia. Estamos em um caminho muito bonito, basta que todos queiram entender", disse ela, que sabe: é privilegiada.

"Sou uma mulher de privilégios, sou uma mulher branca, venho do Rio Grande do Sul. Não vivi a pobreza, apesar de não ter sido uma boa aluna sempre fui empenhada, tive oportunidades, fui respeitada dentro de casa, nunca vi uma diferença de tratamento entre eu e meus irmãos por eu ser mulher. Mas eu sei que sou uma exceção dentro de um mundo absolutamente injusto onde as mulheres são maltratadas, abusadas", refletiu.

Em São Paulo, onde prestigiou o lançamento de uma campanha de natal de uma loja de produtos de beleza, a mãe dos gêmeos João e Francisco falou sobre a decisão de se mudar com a família - incluindo o marido Rodrigo Hilbert - para os Estados Unidos. "Eu preciso escrever Amor e Sexo e resolvi me distanciar daqui para ter cabeça e ver como vamos falar de tantas coisas necessárias. A gente precisava ficar mais junto como família, ter mais tempo para nós mesmos e também exercitar os trabalhos domésticos. Um dos exercícios desse novo homem é aprender as coisas como as mulheres fazem. Minhas crianças estavam habituadas a receber tudo pronto, comida na mesa, roupa lavada, cama arrumada. Agora eles entenderam que as camas não vem prontas. Hoje é a gente lava, limpa, varre, a gente faz a cama... Nós quatro fazemos um mutirão", explicou.

De acordo com Fernanda, ela e Rodrigo não planejam se mudar oficialmente. "Estamos fazendo uma experiência, não vou sair do Brasil. Eu precisava sair um pouco do medo. O Rio de Janeiro é um lugar que está dando medo, eu estava assustada. A escola dos meninos está fechada direto. Eu precisava sair de lá, das redes sociais e focar mais na família. No nosso dia a dia comum não nos damos conta de quão corrida está a vida e como vamos terceirizando coisas importantes na vida das crianças. O fundamental é que estamos juntos, 24 horas por dia", analisou.