"Não preciso de muito conforto", diz Maitê Proença

A atriz foi entrevistada por Danilo Gentili e relembrou personagens marcantes

Maitê Proença esteve no sofá do "The Noite", que será exibido nessa terça-feira, 24, e relembrou alguns de seus personagens mais marcantes. Vale lembrar que a Rede Globo surpreendeu ao dispensá-la após mais de 30 anos de contrato. A atriz, um dos maiores nomes da teledramaturgia da emissora, esteve no ar em 2016 como Dionísia em "Liberdade, liberdade". "Antigamente os personagens centrais eram centrais mesmo. 70% da novela era em cima deles mesmo. Começaram a fazer 'núcleos' para pulverizar o peso que ficava em cima deles. Era um entretenimento gratuito e era o único. Era o que se fazia quando chegava em casa de noite", explicou ela, que elegeu alguns de seus papéis mais marcantes. "Felicidade, em 1991, foi uma novela que também foi um marco. Foi um pedido específico do Boni que eu e o Tony Ramos fizéssemos essa novela e subiram 10 pontos no Ibope. Era mais vista que a novela das oito na época. Ela foi vendida no mundo todo com o nome de Helena, que era o meu personagem", disse.

Os mais recentes também foram lembrados por Maitê. Dona Sinházinha, a sofrida esposa do coronel Jesuíno, de José Wilker, em "Gabriela". “Todo aquele bando de homens no estúdio adorava quando ele me maltratava. Tinham prazer de ver ele fazendo aquela cafagestada. Ele já entrava no estúdio me pedindo desculpas pelo que ia fazer”, contou.

Maitê também explicou que gosta muito de conhecer novos lugares. "Conheço uns 80 países, acho. Gosto de gente diferente de mim e viajo fácil, não preciso de muito conforto. Viajando descobri que a maior parte das pessoas do mundo é boa. Não parece, porque estamos em um país degringolado".