Nando Reis: "Fui menos afetado pela decadência das grandes gravadoras"

Ele cantou no primeiro dia de shows da Arena Banco Original

Nando Reis está se preparando para viajar em turnê com o repertório inspirado no novo disco, “Jardim-Pomar”, com 11 faixas inéditas, lançado em novembro último pela gravadora Relicário.

Foi o que ele nos revelou ontem, no primeiro dia de shows da Arena Banco Original no Rio de Janeiro, promovida pelo Banco Original, no Armazém 3 do Boulevard Olímpico. 

“Eu trabalhei durante todo o ano preparando, produzindo e finalizando esse disco. Eu sou um artista independente e, por isso, eu senti que fui menos afetado pela decadência e falência das grandes (gravadoras). Mas eu precisei me organizar e estruturar para isso. No entanto, hoje eu vejo que foi muito importante a realização deste disco, porque é um trabalho em que eu digo o que eu penso e acredito”, analisou.

De modo que podemos dizer que Nando passou por aquele 2016 turbulento quase...incólume: “Por mais que a conturbação do mundo interfira no meu trabalho, me atrapalhe e entristeça, eu tive, paradoxalmente, um 2016 muito bom. Muitos projetos ocorreram e eu trabalhei bastante, mas fiz isso sozinho. Eu precisei remar contra a maré e sem dar chances para me abater. Pelo contrário. Eu estava o tempo todo tentando marcar posição como uma forma de mostrar que é possível fazer música em tempos de crise”, argumentou Nando que destacou a importância da arte dos sons em sua vida. “A música é vital para mim e sempre teve uma relação de combate à mediocridade do mundo e à pobreza espiritual",

Nando entoou hits como "De Janeiro a Janeiro", "Minha Felicidade", “Relicário”, “O Segundo Sol” e “All Star” no galpão com capacidade para 3.500 pessoas, e recebeu Roberta Campos como convidada.