Prestes a estrear no Multishow, Ceará nos conta detalhes de seu “Fora da casinha”

Humorista voltará a imitar diversas celebridades em seu novo programa no canal

Wellington Muniz começou sua carreira de humorista apresentando-se em bares de Fortaleza lá atrás, em 1989. De lá para cá, tornou-se radialista, passou pela Rádio Cidade, Jovem Pan e seu programa era tão popular que ele foi para a televisão. Estamos falando de Ceará. O humorista, que ficou conhecido do grande público no “Pânico na TV”, da RedeTV!, quando, ao lado de Rodrigo Vesgo, começou a invadir festas para as quais não era convidado e implicar com celebridades e anônimos com perguntas politicamente incorretas, é, hoje, um dos grandes nomes do humor no Brasil. Tanto é que ele está prestes a estrear seu segundo programa no Multishow, o “Ceará fora da casinha”.

“A gente queria um programa mais solto, ele funciona como um GPS para me levar aonde eu quero, mas também sai da rota para outros lugares. O humor tem que ser fora da casinha. Eu sempre quis fazer um programa de auditório, mas apresentado com humor – não necessariamente ser só de humor. Ano passado fizemos ‘A grande farsa‘, que foi de auditório, com poucas externas e, quando acabou, me reuni com o canal e começamos a planejar outra atração com base em uma compilação de matérias, de vídeos meus, de externas, e achamos muito interessante”, contou.

Se o começo se deu ali, o nome veio bem depois: “Acho bacana sempre começar gravando, fazendo, para ser um nome que tenha a ver. Sugeri ‘Ceará fora da casinha’, que é fora da casinha de doido, a expressão, e também das externas. Todo ser humano tem um quê de fora da casinha e tudo é feito fora do estúdio”, explicou ele, que tem “adorado trabalhar nas ruas”. “É muito bom. Meu combustível é isso: estar com a galera próxima. Sei o que o povo gosta, adoro essa troca. É muito bacana, é um gerador. Sei, pelas minhas raízes, que eu tenho que ficar próximo do povo, meu humor é popular. Tanto que é estou sempre nas redes sociais, bato papo, tiro selfie, já vejo, ali, a resposta das pessoas. O humor tem que ser engraçado, embora seja subjetivo. É igual criança: criança é verdadeira. O público ali na rua também, fala mesmo”, revelou, aos risos.

Reconhecido nacionalmente por seus personagens, imitações de celebridades como Sílvio Santos, Regina Casé – que ele transformou em Regina Ralé -, Roberto Carlos, Galvão Bueno, Pelé, Datena, Dercy Gonçalves, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Glória Pires – que virou Glória Xícara – e muitos outros, Ceará continuará brincando com os famosos, mas em episódios temáticos especiais. “O mais difícil é você pegar um tema e ter assunto – e com humor. São 20 episódios, cada um com um tema. Vamos falar de terceira idade, sexo, vaidade, nerds, moda, trabalho, internet, guerra no trânsito e muitos outros. Para isso fomos criando personagens e tipos. Tem os novos, como oBelo, e as imitações. Eu continuo com o quadro da Gabi Herpes (Marília Gabriela), só que dentro do programa”, adiantou.

O novo formato abriu um leque ainda maior para os personagens. Se, em “A grande farsa”, Ceará já cantava e se divertia no palco, agora a liberdade cresceu. “É outra dinâmica. Tem reportagens, dramaturgia, imitações. Com certeza quem não se identificar com um personagem, vai se identificar com outro. A direção é do Rogério Passos, que é um grande diretor, e a galera me ajudou bastante. Quando aceitei ir para o Multishow queria trabalhar solto, sem me engessar no roteiro, então eu improviso muito, trabalho com gancho, faço a pergunta e na resposta da pessoa pego uma piada”, contou. Então tem um quê de jornalismo, Ceará? “Com certeza. Quem apresenta o ‘Ceará fora da casinha’ é o Sérgio Chapelin – eu faço inspirado nele (risos). Ele é o fio condutor, que chama reportagens, uma entra na outra. Sou radialista, mas tenho uma veia jornalística e, com humor, falamos de vários temas”, explicou.

E como será que os homenageados reagem às imitações? “A Regina Casé, por exemplo, foi querida demais. Minha filha nasceu em agosto e, no programa dela, um ano depois, ela me chamou para abrir, eu desci a rampa de Regina Ralé. No final, ela me homenageou, porque minha filha completava um ano. Isso em 2015.Me senti honradíssimo, ela reconheceu o personagem. Até por que eu imito quando admiro. Fico detalhista, estudo a vida da pessoa, a história, tudo. Eu de fato observo a pessoa. Foi muito generoso da parte dela. A mesma coisa com o Sílvio (Santos), com a Marília Gabriela, que já ficou de frente comigo. É generosidade. O maior presente para o humorista”, elogiou.

Outro grande presente, claro, é a aceitação do público. “Os espectadores são meus patrões. O Multishow me contratou, está me dando um suporte sensacional, é uma equipe superbacana, uma casa incrível. Tem a Bruna Louiseque o canal já havia contratado e me indicaram, o Eros Prado que eu indiquei, que é um cara muito legal. É pura sintonia. A gente se diverte, como diz o slogan. E é incrível, porque temos liberdade”, elogiou. E quais as principais diferenças entre atuar em um canal aberto ou fechado, Ceará? “Durante quase 18 anos o público me conheceu naquele trabalho e quem gosta de mim vai saber onde eu estou agora, me ver no Multishow. Além disso, eu quero conquistar o público do canal, que é importantíssimo. Quando estou na rua o povo sabe, é bacana isso. As pessoas falam que ‘ah, Ceará, está no Multishow’. Elas me deram grande oportunidade de fazer mais personagens e, por isso, o público hoje me vê mais dinâmico e versátil. Muitas coisas surgiram na minha vida que foram planejadas e outras eu não planejei. Mas me joguei sem medo e algo saiu. É bom: você se testa, se reinventa”, analisou.

Então a expectativa é a melhor possível? “Não gosto muito de criar expectativas. Ano passado teve muita, porque saí de um programa para assumir outro sozinho e as pessoas ficaram curiosas. Sei que, agora, nós nos divertimos muito nas gravações, mas o público é que vai dizer se gosta. Acho que, como comentei, se alguém não se identificar com um personagem, vai se identificar com outro”, disse. Não temos dúvidas.

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