ASSINE
search button

Cannes: roubos, curiosidades e mais histórias no nosso resumo desta edição!

Entre surpresas e decepções, uma edição morna (mas não menos glamourosa!) do festival francês

Compartilhar

Confira também o nosso blog

Se tentássemos resumir esta edição do Festival de Cannes, em uma palavra, esta seria, certamente, 'desconcertante'. Desde sua abertura polêmica com o nada-elogiado 'O grande Gatsby', de Baz Luhrmann, passando pelos cinematográficos roubos de joias que assombraram a Croisette, até a cerimônia de encerramento, que premiou, inesperadamente, inúmeros azarões.

Comandada por Audrey Tautou, a premiação, na noite deste domingo (26), foi palco para lágrimas e abraços empolgados quando a turma de 'A vida de Adele', romance que põe a sexualidade de suas protagonistas em foco, subiu ao palco para receber a cobiçadíssima Palma de Ouro.

Nos papos discretos, ninguém parecia entender de fato a escolha do mexicano Amat Escalante como 'Melhor Diretor', considerando que seu filme 'Heli' foi exibido sem nenhuma empolgação no frio - e chuvoso! - segundo dia da competição.

Ironia ou não, Marion Cotillard, favorita ao prêmio de 'Melhor Atriz' por 'O imigrante' saiu de mãos vazias pelo tapis rouge, vendo Berenice Bejo levar o prêmio por 'O passado', no papel que Cotillard interpretaria na película, se não tivesse abandonado o projeto.

Entre os candidatos à 'Melhor Ator', Michael Douglas não levou a estatueta por 'Behind the candelabra', mas viu o também norte-americano Bruce Dern subir ao palco para ser laureado por sua performance em 'Nebraska', drama em preto-e-branco de Alexander Payne ('Os descendentes').

Na análise dos especialistas mundo afora, Cannes viu uma edição boa - senão morna -, este ano. Sem filmes avassaladores e nem performances arrasa-quarteirão, os grandes protagonistas do festival foram os roubos de joias, que continuam tirando o sono da polícia francesa e dos furtados.

Colaborou Beatriz Medeiros

[email protected]