'Meu pai perguntava do que eu viveria', diz Marina Lima sobre início de carreira

Cantora inaugurou a série Trampolim, do projeto Terças Notáveis, na Miranda, no Rio

Taças, uma garrafa de vinho e amigos, estes foram os ingredientes principais do bate-papo com Marina Lima que marcou a estreia da série Trampolim, parte do projeto Terças Notáveis, que rolou essa semana, na Miranda, no Rio de Janeiro. Ao invés de três ou quatro pessoas próximas, a casa de shows do complexo Lagoon ficou lotada de fãs, amigos e admiradores da cantora, que, na adolescência, enchia a cabeça de seus pais de preocupação. 

"Eu tocava violão o dia inteiro e o meu irmão lia filosofia o dia inteiro. Meu pai não sabia como a gente ia viver. Dizia 'vocês vão viver de quê?'", recordou Marina, sobre o início da carreira e da longínqua parceria com o irmão, poeta e escritor Antônio Cícero.

"Quando uma mulher mostra uma tristeza e um lado interior muito profundo, as pessoas se incomodam um pouco. As pessoas não queriam saber do depoimento de uma mulher sobre isso", comenta a cantora, que rompeu as barreiras entre o pop e o rock. "Uma vez o (Gilberto) Gil me contou que, quando ouviu 'Fullgás' pela primeira vez, disse: 'o que essa menina pretende?'" ri Marina, na primeira edição do encontro com jornalista Marcus Preto, que, no dia 24 de abril, receberá Maria Gadú.

Colaborou Beatriz Medeiros

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