Confira também o nosso blog
Lívia de Bueno é um daqueles talentos silenciosos. Basta saber como acender a chama da moça e o resultado que se vê na tela é pura explosão. Estrela do super comentado longa-metragem de Marcos Prado, de 2012, 'Paraísos Artificiais', Lívia vem trilhando carreira para lá de interessante: protagonizou a elogiada série do Multishow, 'Oscar Freire 279', sobre a prostituição de luxo em São Paulo; ao lado de Nathália Dill brilhou no longa de Marcos Prado; é ligada a turma do teatro carioca com o Brecha Coletivo e acaba de ser confirmada na nova versão da novela 'Saramandaia', próximo folhetim das 23h na TV Globo. Ufa!
Nascida em Niterói, 28 anos, apaixonadíssima pelo namorado - o também ator Luca Bianchi, com quem contracenou em 'Paraísos' -, ela anda repleta de novidade para dividir. Nova novela, projeto de montar texto sobre o pintor italiano Modigliani no teatro - ao lado do namorado, claro! - e a incerteza quanto a uma nova temporada de 'Oscar Freire'. Em nosso papo, Lívia - moça cool que só - conta seus pontos preferidos do Rio de Janeiro, seu vício pela microssérie 'O Canto da sereia', além do filme que a fez chorar recentemente e suas preferências na moda. Papo dos bons.
Heloisa Tolipan: Depois de desempenhos elogiadíssimos em 'Oscar Freire 279' e 'Paraísos Artificiais', você se prepara para atuar na próxima novela das 23h, certo? Já pode falar um pouco sobre a personagem?
Lívia de Bueno: Sim. A personagem, Laura, é interessante. Sou filha do coronel Zico Rosado (José Mayer) e fugi de casa aos 18 anos atrás de um amor (Carlito Prata/Marcos Pasquim), mas, chegando ao Rio, descobri que ele era casado e que não queria nada comigo. Fiquei entre Rio e São Paulo vivendo de bicos e volto para a casa dos meus pais 10 anos depois cansada e adoentada. Meu pai me renega, mas minha sobrinha (Stela/Laura Neiva) o convence que eu devo ficar.
HT: Esse é seu primeiro papel em novelas? Depois do cinema, do teatro e da TV a cabo, a estreia na tela da Globo dá um frio na barriga?
Lívia: Eu fiz algumas participações no início da carreira e uma novela inteira em 2006 na Record, 'Bicho do Mato'. Depois me entreguei ao teatro, me juntei a um coletivo (Brecha Coletivo) e, na sequência, veio o cinema e minha primeira protagonista em 'Oscar Freire 279'. Estou feliz em estar na Globo com um bom papel, lógico, mas venho traçando minha carreira com escolhas, sem ansiedade. Eu busquei fazer personagens interessantes e me dediquei; foi um período de disciplina e estudo que não vai se esgotar porque estou em uma grande emissora. O teatro me alimenta, o cinema é paixão e a TV é um novo crush, quero continuar trabalhando nos três veículos.
HT: Dos personagens da teledramaturgia/cinema recentes, algum que tenha despertado em você a vontade de interpretá-lo?
Lívia: Não consegui desgrudar do 'O Canto da Sereia'. E assisti alguns capítulos de 'Avenida Brasil'. Tudo que o João Emanuel Carneiro, Amora Mautner e Ricardo Waddington fazem me enchem os olhos.
HT: Você e o Luca Bianchi formam um casal super talentoso! O relacionamento começou durante as filmagens de 'Paraísos'? Planos de atuarem juntos novamente?
Lívia: Nós começamos a nos relacionar no set de filmagem de Paraísos e não nos desgrudamos mais. Nós temos uma troca artística muito grande. Ficamos em casa lendo peças de teatro juntos. Em um desses momentos, nós encontramos "Modigliani", de Dennis McIntyre, e decidimos montá-la. A previsão de estreia é para o final deste ano ou no máximo no início do ano que vem. A direção vai ser do Bruce Gomlevsky.
HT: Vocês também são presença frequente nas semanas de moda. Como você descreve o seu estilo?
Lívia: Eu gosto de moda, mas não sou fashion victim. Eu curto me sentir elegante e acho moda uma forma de expressão artística. Talvez por isso eu goste dos clássicos com acessórios de personalidade.
HT: Você tem a cara e o jeito da mulher carioca. Quais são seus pontos favoritos da cidade?
Lívia: Adoro ir à praia no Leblon ou em frente ao Fasano para alugar uma prancha de SUP. Sair pra jantar no Ana, melhor italiano na minha opinião, ou com os amigos no reservado do Azumi. Ir ao teatro, cinema, exposições e dançar onde o melhor DJ estiver tocando. A música dá o tom.
HT: A última coisa que a fez chorar?
Lívia: Chorei ontem vendo o doc sobre o (Roman) Polanski. Toda a parte da vida dele no nazismo na Polônia é muito dura, mas também muito emocionante como ele transformou tudo em arte no incrível "O pianista".
HT: 'Oscar Freire 279' ganha segunda temporada no Multishow?
Lívia: Tenho muito carinho por 'Oscar Freire' e pela Dora, minha primeira protagonista, mas não sei se vai existir uma segunda temporada.
Colaborou Beatriz Medeiros