Falcão, d'O Rappa, invade Royal Club, em SP, sem preconceito de classe social

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Nós temos dado bastante destaque aos artistas que têm feito o povo se acabar na pista de dança do Club Royal, em São Paulo, do empresário Marcus Buaiz. Uma verdadeira invasão de cariocas capitaneada por MC Naldo, Latino e por aí vai... Esta semana foi a vez do cantor Falcão, vocalista da banda O Rappa, fazer um pocket show de seu projeto Jet Dub System. Pela primeira vez na casa, ele apresentou um repertório com influências de artistas como Tim Maia, Jorge Ben Jor e Bob Marley, e claro, clássicos do grupo O Rappa, acompanhado do DJ Negralha (O Rappa), do Pedro Selector (Seletores de Freqüência) e de Jorge Valladão (Kid Abelha).

Como já frisei aqui, anteriormente, o hip hop e o funk tomaram conta do asfalto de forma graciosa e natural, invadindo pistas de dança. Mas, de forma inegável, podemos relacionar a transformação do funk de cultura marginal a vedete do mainstream a um emaranhado de relações que vem tomando conta das classes sociais no Brasil, basicamente por conta da progressiva diminuição de escala entre ricos e pobres. Com esta aproximação em cifras, se aproximam também as trocas de carga cultural, assim como se modelam as engrenagens da indústria do entretenimento, cada vez mais vidrada na chegada de novos consumidores à metade deste caminho entre a elite e a base da população. A nova classe média nunca foi tão atraente.

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