Concurso de Novos Talentos agita o segundo dia do Dragão Fashion Brasil

O concurso, marca registrada do evento, é o grande destaque do #day 2

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O segundo dia do Dragão Fashion Brasil começou com os desfiles dos alunos de universidades que participam do Concurso de Novos Talentos. Foram quatro apresentações, na terça-feira, dia 10, com coleções criadas na Faculdade NovaFapi, do Piauí, na Universidade Federal do Ceará (UFC), na Universidade Federal de Goiás (UFG) e na Universidade Federal do Piauí (UFPI). O grupo da UFC buscou inspiração nos antigos escritos clássicos, como da Roma e do Egito, que estavam estampados nas saias e blusas. As franjas também marcaram a coleção, que estiveram presentes em quase todos os looks, assim como a cintura delineada. A UFG apostou em vestidos mais ajustados nos corpos, com mix de texturas e peças bem geométricas. O desfile da UFPI pode ser traduzido em um cor: vermelho. Saias e blusas em camadas, plissados (inclusive nas mangas) e muitas aplicações de estrelas douradas permearam a coleção. Para finalizar, o concurso de novos talentos entre universidades, a NovaFapi apresentou uma coleção repleta de tecidos que lembravam o jeans, saias com muitas (muitas mesmo) camadas e golas altas. O amarelo e o vermelho apareceram em todos os looks, dos botões às faixas. 

Após os novos talentos, quatro marcas desfilaram no Centro de Convenções de Fortaleza. Melk Z Da, nosso grande queridinho, foi o primeiro com um desfile de cores bem claras, como off-white, branco, rosa pálido, etc., e bem democrático. Ora peças bem estruturadas, ora esvoaçantes, comprimentos de todos os tipos, aplicações de rosas, recortes e transparências marcaram os looks na passarela.

Mark Greiner causou grande impacto com uma coleção que trouxe a emoção de volta, pois, segundo ele, estamos com uma fome incessante de ingerimos tudo (objetos, informação, sentimentos) sem nem apreciar cada momento. Nas passarelas, tecidos Jacquard em muitos looks, rendas, plissados, saias aplicadas por cima de vestidos, numa altura acima do joelho. Mas, o que causou grande reação (seja ela boa ou não) foram os chapéus de palha, nas mais variadas formas (que muitas vezes cobriam os olhos das modelos) e a boca marcada com um risco vermelho, que descia até o queixo. 

A grife Clair trouxe para a coleção muitos crochês e tricôs, que se misturavam a tecidos mais duros, como o couro. As peças de modelagem mais simples eram bonitas e remetiam a uma agradável leveza. Na cartela de cor, branco, preto, ocre, azul, laranja e cinza.      

Para encerrar o dia, Lindebergue Fernandes comemorou os dez anos de participação no evento, com um fashion show que relembrava todas as coleções desfiladas. Desde a primeira, em 2002, batizada "Martha vai à cozinha", passando pelas padronagens de caveirinhas, de 2007. Nas passarelas, muitas estampas, modelagem solta e dois comprimentos: os minis e os longos. 

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