'Não foi Elias Maluco que matou Tim Lopes', garante José Junior, do Afroreggae

Na revista ALFA de março, Junior fala sobre o pastor Marcos Pereira, seu inimigo declarado

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Pode parecer o contrário, mas José Junior, líder do Afroreggae, não é uma celebridade. Ele é apenas amigo delas e de grandes nomes da política. A entrevista exclusiva da edição de março da revissta ALFA mostra que José passeia pelas ruas do Rio de Janeiro vestindo Osklen, Reserva, Adidas Originals e Evoke em seu Land Rover Freelander 2, comprado pela ONG, que não sai da concessionária por menos de R$ 140 mil. Em 2011, o Afroreggae arrecadou R$ 20 milhões e tem cerca de 300 funcionários, que movimentam entre 50 e 60 projetos.

O moço de Vigário Geral cativou o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que, atendendo a pedidos de Junior, inaugurou uma unidade de Pronto Atendimento em Saúde, em Bangu, Zona Oeste da cidade do Rio. “José Junior é um dos maiores empreendedores sociais que esse país já conheceu. Pela cultura, vem libertando jovens e adultos”, elogia Cabral. No outro lado da moeda, José é amigo de ex-presidiários que reabilitou com seu projeto e conhecidos nomes da Justiça nacional, como Elias Maluco, traficante condenado pela morte do jornalista Tim Lopes, em 2002. “O Elias Maluco é meu amigo pra c*** Gosto dele. E te digo mais: não foi ele quem matou o Tim”, afirmou à publicação.

Mas José também tem uma lista de desavenças. Há pouco tempo, mostramos aqui a decisão da Alerj em acompanhar as denúncias feitas por José Junior contra o líder da Assembleia de Deus dos Últimos Dias, o pastor Marcos Pereira. De acordo com José, ele foi um dos mandantes da onda de terror que tomou conta do Rio, em 2006. “Se alguma coisa me acontecer, foi o pastor Marcos o responsável. Já tive vários problemas desse tipo, mas o alerta nunca foi tão vermelho quanto agora”, disse Junior à ALFA, que afirma sofrer contantes ameaças por parte do líder religioso. 

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