Crônica - Rafinha Bastos pode ser o tiro de misericórdia da Rede TV!

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Que a crise é grave, todos já sabemos. Mas, se levarmos o termo pelo lado otimista defendido por alguns, esta seria a hora da virada, do recomeço, da reflexão nos corredores da Rede TV!, emissora que passa por um momento crítico, com perda de quadros importantes de sua programação, delicada situação financeira e, principalmente, perda de credibilidade entre profissionais de várias frentes ligados ao universo da televisão.

Com a saída da turma do 'Pânico na TV', fogem também importantes números de audiência que ainda sustentavam um pouco os alicerces dos índices do canal, que não conseguiu com Hebe Camargo alcançar os resultados nos quais a Rede TV! apostou. 

Já o atraso de salários afetou até Luciana Gimenez, considerada, talvez, a grande dama, ao lado de Daniela Albuquerque (por motivos óbvios), da emissora. Do alto desta análise breve já dá para perceber o quão complicada é a saúde das finanças. Resultado? Venda, por atacado, de horários a programas religiosos, como por exemplo, a atração comandada por R.R. Soares, há anos exibida na Band, e, agora, convocada pela Rede TV!, para tentar dar uma injeção de cifras aos cofres. Estratégia para lá de perigosa, diante da sedimentação de seu elenco e de qualquer poder de fogo para enfrentar a concorrência.

Eis, então, o surgimento de uma parceria que, para muitos, soa como uma possível salvação de status para o canal. Mas que, por outro lado, pode atingir a Rede TV! como um tiro de misericórdia: Rafinha Bastos no comando de uma versão brasileira do histórico programa de humor americano 'Saturday Night Live'.

Será que, neste momento tão tenso nas cercanias da 'rede de TV que mais cresce no Brasil', o ideal seria mesmo apostar em um nome controverso, envolvido em polêmicas repletas de miudezas e cuja imagem está completamente abalada por conta de seu comportamento, no mínimo, de gosto duvidoso? A polêmica pode acender uma chama que a Rede TV! jamais teve, como também pode ser capaz de enterrar uma emissora que caminha como um zumbi na arena cruel da concorrência da TV aberta. Morta, porém ali, viva, diante de nós...

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