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SWU deixa pergunta no ar: o brasileiro está pronto para a sustentabilidade?

Festival tem aumento de 10% de público em relação a 2010, mas lema ecológico soa esquizofrênico

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Nunca se falou tanto, nunca se discutiu tanto e nunca soou tão esquizofrênico usar o termo 'sustentabilidade' em diversas situações, como nos dias de hoje. Inclusive quando a pauta é um festival de música que tem a 'sustentabilidade' como lema principal. Deixando aqui, de lado, a culpa dos organizadores, cujo gancho, além de oportuno, representa uma tentativa de viabilizar uma discussão que, por muitas vezes, perambula do teclado para a tela do computador.

Além dos fóruns, que receberam nomes de respeito sobre o tema, como a Prêmio Nobel da Paz Rigoberta Manchú, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o lendário roqueiro Neil Young, com cerca de 1,5 milhão de visualizações em sua transmissão online, continua nos planos dos produtores do evento a reciclagem de 100% do lixo acumulado. E, então, chegamos ao ponto crucial.

Para quem quisesse observar, era possível: muitos latões espalhados pela área, em Paulínia, sempre tendo os detritos constantemente removidos, em contraponto a um mar de copos, sacolas, capas plásticas, papeis e otras cositas espalhadas pelo chão. Preguiça de ir até a lata mais próxima? Assim fica complicado começar a pensar em qualquer debate sobre sustentabilidade, concordam?

Pacífico, o festival viu crescer em 10% o público, em relação a 2010, com uma acessibilidade reconhecidamente melhor do que em Itu, onde rolou a edição passada. Mas, no entanto, para quem preferiu deixar seu carro no estacionamento do SWU, a chuva deu trabalho, com diversos automóveis atolados no espaço. Falha grave, pois já era prevista uma chuva torrencial para o último dia.

Aliás, para fugir da chuva, a organização já avisou que a edição 2012 será em setembro/outubro, quando o sol é mais generoso com a região. No entanto, a justificativa para os problemas pluviais do dia 14, dada pela produção, não colou: será mesmo que não há o que fazer contra chuvas de vento? Talvez uma estrutura de palco com uma cobertura mais extensa evitasse os incidentes (atrasos, por exemplo), não?

Que, ano que vem, além de mais seco, o SWU aumente ainda mais seu contingente de público, superando os 179 mil ingressos vendidos em 2011, mas que, além da venda do ingresso, seja comprada também a legítima ideia de consciência ecológica, para que a insustentabilidade de um lema esquizofrênico torne-se um sucesso que vai além do line up.

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