Kanye West transforma hip hop em ópera e leva ao SWU sua bela e sombria fantasia

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Duas horas de uma performance que levou o público neste primeiro dia de SWU aos mais profundos sonhos da mente egocêntrica de Kanye West.Transformando hip hop em ópera, com direito a extenso corpo de bailarinas e cenografia monumental, o rapper americano demonstrou que a terminologia 'rap' é muito simplista para determinar até onde ele pretende ir. Nem mesmo o público presente ao festival talvez consiga chegar ao ponto em que ele quer chegar. Talvez nem ele chegue. Talvez nem ele saiba.

Diante de pérolas como 'Lost in the world' e 'Runaway' e 'Heartless', Kanye ainda demonstrou sua capacidade de domínio de contexto, mesclando suas egotrips com hits como 'ET', de Katy Perry, e 'All falls down', de Lauryn Hill. Uma fantasia também sob controle de um performer que observa ao universo real de um pedestal, cercado não só por espectadores diante de uma viagem longa por sua fantasia sombria, mas por uma competência artística que impressiona e dá aval não só ao posto de um dos maiores nomes da música pop mundial. Kanye West é um dos maiores nomes da música. Seja lá o que isso quer dizer. Seja lá o que ele quer dizer. O desafio criado para decifrarmos seu ego é o grande golpe de West. Com o perdão do clichê, um golpe de mestre.

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