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Resumão fashion: o último dia de desfiles do Minas Trend Preview

As últimas tendências do Inverno 2012 passaram pelo artesanato brasileiro e os românticos anos 20

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Se na tela da TV elas não aparecem mais, a passarela da Chouchou foi toda para Josie e as Gatinhas. Para deixar as mocinhas da plateia em polvorosa, a cantora mineira Lu Alone garantiu a trilha sonora do desfile no gogó enquanto as modelos, usando adereços animais, como orelhas de coelho e rabos de oncinha, passeavam com os mini vestidos e saias rodados ou com babadinhos na barra. Sobre os confortáveis moletons e malhas, divertidas padronagens de oncinha e bichinhos foram estampadas e ganharam o brilho do lurex.

O projeto Talentos do Brasil, do Ministério do Desenvolvimento Agrário, levou para a passarela mineira o trabalho de cerca de 2 mil artesãs que fazem parte o programa. Tricôs, mantas, ponchos, xales e lenços de tramas naturais repletos de bordados foram sobrepostos, fazendo um interessante mix de texturas. No final do desfile, cerca de 10 artesãs foram até o final da passarela para o agradecimento e, de mãos dadas, receberama as palmas mais longas e intensas de toda a semana de moda mineira.

Alguns podem até pensar que Fernando Pires está alinhadíssimo com o que é mostrado nas semanas de moda internacionais, mas o desginer de sapatos está apenas se mantendo fiel ao que cria há 21 anos: plataformas altíssimas, botas acima do joelho e estampa de píton para os sapatos carregados de fetiche - que foi acentuado pelas amarrações. Até a temida e 'piriguenta' plataforma de acrílico teve vez, ganhando um ar rocker com spikes pretos. E os cristais? Estavam mais presentes do que nunca, fazendo as aspirantes a Dorothy, de O Mágico de Oz, suspirarem.

Samuel Cirnansk evocou o estilista Paul Poiret para desenvolver sua coleção inspirada nos anos 20. O resultado mesclou cinturas baixas dos delicados vestidos de cetim, a transparência das rendas e os pesados casacos pretos que abriram o desfile. Além  do preto, azul pastel e bege, a cartela de cores recebeu toques de vermelho aqui e acolá.

O ativismo jovem dos anos 60 instigou a grife Patogê a fazer o seu desfile de inverno repleto de parkas, camisetas, tricôs e jeans bem desgastados e com cara de sujinhos, como se os modelos tivessem acabado de sair de um festival de música. A cartela de cores passeou entre o bege, cáqui, laranja e vermelho.

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