Contra os titulares do Grêmio, pela Copa do Brasil, o Flamengo jogou bem e empatou. Mas, em seguida, pelo Brasileiro, perdeu (feio) dos reservas. Contra a equipe principal do Cruzeiro, na Libertadores, apanhou e amanhã, pelo Brasileiro, enfrenta os reservas de Mano Menezes. Se não vencer, o ambiente ficará pesado no clube. E a crise será certa se, na quarta-feira seguinte, pela Copa do Brasil, acabar desclassificado pela equipe de Renato Gaúcho – nos bastidores, a Libertadores já é considerada perdida.
Com o lançamento oficial da chapa de Rodolfo Landim e Rodrigo Dunshee de Abranches, anteontem, o clima já é de eleições na Gávea. E o candidato de oposição começou batendo forte na postura blasé de Bandeira de Mello, diante das várias derrotas do futebol em seus seis anos de mandato:
- Eu não suporto perder, acho que o Flamengo tem de ganhar tudo. Perder é da vida, mas tem de estar sempre querendo ganhar. E tem de estar sempre indignado com a derrota - disse.
Candidato da situação, o atual vice-presidente de futebol, Ricardo Lomba, só tem uma chance: conquistar um título expressivo como o Brasileiro ou a Copa do Brasil (o ideal mesmo seria a praticamente perdida Libertadores). Caso contrário, Landim será o futuro presidente do Fla.
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Castigo e alívio
O Vasco dominou a LDU e criou várias oportunidades para marcar. Mas faltou qualidade na hora da conclusão. Não é segredo que o elenco que Jorginho tem à mão é muito limitado. Eliminado da Copa do Brasil e da Sul-Americana, se concentrará a partir de agora apenas no Brasileiro. O que pode ser muito bom, para espantar o fantasma do rebaixamento, que já o assombrou três vezes na última década. Com dois jogos a menos, os vascaínos estão, no momento, a apenas um ponto da zona da degola.
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De pires na mão
A venda de Douglas, para o Corinthians, ajudou o Fluminense a pagar os salários de junho. Mas os de julho já estão atrasados (além dos direitos de imagem de dois meses) e o tricolor só tem uma saída para pagá-los: vender mais um jogador. Sem crédito nos bancos, o Flu vive uma das maiores crises de sua história. Ibañez, Ayrton Lucas e Pedro são seus atletas mais valorizados. Mas com o fechamento das janelas europeias a situação fica cada vez mais difícil. De pires na mão, o time enfrenta o Internacional, segunda-feira, no Maracanã. Mais que técnico, Marcelo Oliveira terá que ser psicólogo, nas Laranjeiras. Tarefa da qual Abel se cansou e desistiu.
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Pedreira alvinegra
Será Zé Ricardo capaz de fazer o time do Botafogo melhorar, a ponto de aspirar algo no Brasileiro ou na Sul-Americana? O material que terá nas mãos e compatível com o que tinha no Vasco, quando jogou a toalha, certo de que não havia mais o que fazer. O jogo de amanhã, contra o lanterna Paraná, ainda que na casa do adversário, é uma boa oportunidade para começar bem um trabalho que tem tudo para ser dos mais árduos.
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Francês sem TV
O campeonato francês começou ontem, com a goleada do Marseille sobre o Toulon (4 a 0) e, até o momento, nenhuma TV brasileira (aberta ou cabo) o transmitirá. O Paris Saint Germain estreia amanhã, em casa, contra o Caen. A Globo chegou a se interessar pela compra dos direitos, mas quis saber antes do estafe de Neymar se poderia comprar o pacote (que é de três anos) com a certeza de que o jogador não se transferiria para outro país antes disso. Como não a obteve e o preço pedido é alto, a conversa esfriou.
O Fox Sports, que anda cortejando, o craque abertamente (patrocinou o seu leilão beneficente, após a Copa), gostaria muito de transmitir o Francês. Mas não teve cacife suficiente para bancar a pedida inicial por três anos de transmissão. A BEin, agência de marketing do Catar, que negocia os direitos, fez um leilão em janeiro, que não teve vencedores, e agora tenta negociar individualmente com cada canal.
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Premier League na telinha
Começou também a Premier League, com a vitória do Manchester United (2 a 1) sobre o Leceister. Amanhã, um clássico: o campeão Manchester City, de Guardiola, enfrenta o Arsenal. A ESPN Brasil transmite.
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Um novo Guga?
O tenista grego Stefanos Tsitsipas, de apenas 19 anos, derrotou, em sequência, três “top ten”, no Masters 100 de Toronto: o austríaco Dominic Thiem (número 8), o sérvio Novak Djokovic (10) e o russo Alexander Zverev (3). Mais que seus resultados, tão surpreendentes quanto espetaculares, me chamou a atenção o jeitão, parecidíssimo com o de Guga, ao surgir em Roland Garros.
Cara de bom garoto, alto, desengonçado, cabelos longos e permanentemente em desalinho, presos por uma bandana, e uma esquerda sublime, com apenas uma mão, no melhor estilo do nosso manezinho. Olho nele! Fará hoje uma das semifinais do torneio, contra o sul-africano Kevin Anderson (6) e pode enfrentar o espanhol Rafael Nadal (1), na final. Se ganhar o título terá batido cinco dos dez melhores do circuito e dará um salto no ranking, onde atualmente é o vigésimo sétimo.