Crime sem castigo

A entrada criminosa de Rildo em João Paulo, fraturando a perna do capitão (e melhor jogador) do Botafogo, com apenas dois minutos de bola rolando, decidiu o clássico. Tivesse ele sido expulso, como merecia, só um milagre evitaria a derrota do Vasco com um jogador a menos durante toda a partida. O péssimo juiz Leonardo Cavaleiro deu apenas amarelo ao agressor e salvou a pele do Gigante da Colina, que acabou derrotando o Glorioso por 3 a 2, num jogo frenético, no segundo tempo.

Rildo, o agressor, foi perdoado pelo soprador de apito, mas punido, pouco depois, pelos deuses do futebol. Numa dividida com Marcinho, ainda no primeiro tempo, caiu de mau jeito e sofreu luxação no ombro, indo parar também no hospital.

Mesmo derrotado, o Botafogo se classificou graças à goleada do Flamengo sobre a Portuguesa. Os quatro grandes disputarão, assim, as semifinais da Taça Rio que, como se sabe, não valem praticamente nada – basta dizer que o rubro-negro, campeão da Taça GB, se ganhar também o segundo turno, ainda não será o campeão. Coisas do Rubinho...

Vasco e Botafogo lutavam pela classificação, mas nem assim entusiasmaram a torcida. Pouco mais de dez mil pagantes foram ao Nílton Santos, que teve 12.647 presentes. A marca indelével desse carioquinha é a arquibancada vazia, fruto direto do desencanto do torcedor com um torneio de regulamento ridículo e baixíssimo nível técnico.

Bizarrices 

A mania de Zé Ricardo de barrar o jovem e talentoso Paulinho em favor de Rildo lembra a sua preferência por Rafael Vaz, em detrimento de Juan, em seus tempos de Flamengo. Vá gostar de botinudo assim...

Desencantou? 

Na vitória do Flamengo sobre a Portuguesa, Geuvânio marcou dois golaços! Ele entrou na metade do segundo tempo, no lugar de Éverton Ribeiro (autor do primeiro gol rubro-negro) e acertou duas bombas, da entrada da grande área. Será que a partir de agora voltará a ser aquele jogador insinuante, que se destacou no Santos?

Quem brilhou também em Cariacica, foi o goleiro Diego Alves. Pegou um pênalti, quando ainda estava 0 a 0 e fez, pelo menos, três defesas difíceis.

Apagado 

Escalado desde o início, no lugar de Lucas Paquetá, que estava suspenso, Vinícius Jr. não acertou praticamente nada. Reforçou assim, a tese de Paulo César Carpegiani, que acha melhor usá-lo no segundo tempo. Ouvi, há alguns dias, a seguinte avaliação de um importante prócer rubro-negro:

- Ele é talentosíssimo, mas não está pronto. Por isso, oscila, como é normal em todos os jovens. Brilha mais quando entra no segundo tempo, porque os adversários já estão mais desgastados e, normalmente, o jogo mais aberto – como aconteceu contra o Emelec. Ainda falta ao Vinícius, também, um pouco mais de consciência tática. É preciso paciência com ele. E com a decisão do Paulo (Carpegiani) de mantê-lo, por enquanto, na reserva.

Pênalti salvador 

Henrique Dourado vinha tendo mais uma atuação pífia e sendo impiedosamente vaiado pela torcida. Salvou-o um pênalti, que converteu, como de hábito. Acabou substituído pelo jovem Lincoln, que entrou e perdeu uma oportunidade clara, demorando para concluir e se atrapalhando com a bola, na hora do chute.

Pastos 

Após o empate do mistão do Fluminense com a Cabofriense, Abel reclamou muito do gramado do estádio de Bacaxá. Ele tem razão, o problema, porém, é que esses “pastos” são maioria nos campos do carioquinha. Conta-se em uma das mãos os gramados aceitáveis. “Tapete”, não há nem no Maracanã, nem no Nilton Santos, nem em São Januário.

Show de tênis 

A final de Indian Wells foi de arrepiar. Roger Federer  salvou um match-point, no tie-break do segundo set, e teve três a seu favor, sacando em 5/4, no terceiro. Não conseguiu fechar e o argentino Juan Martín Del Potro venceu (6/4, 6/7 e 7/6), conquistando assim o seu primeiro Masters 1.000 na carreira - já tinha um título de Grand Slam, contra o mesmo Federer, no US Open de 2009. Um grande espetáculo de tênis. Que venha Miami!

Eu, hein... 

Jael, o cruel, fazendo golaço de falta e Riascos marcando de letra... O futebol anda mesmo esquisito por aqui.