São Paulo - Samuel Cirnansck, estilista famoso por vestir celebridades e noivas de São Paulo, encerrou a semana de moda na Bienal, com direito à presença de Martha Suplicy na fila A, vestida de trench com estampa de onça, do qual não lembrava a grife. Vestidos de tule Nude, preto ou branco com aplicações de pérolas formaram a coleção inspirada em ninfas, sempre com um detalhe sensual: as pernas vistas através de camadas ralas de tule. No final, enquanto as modelos-ninfas se embalavam nos balanços, Cirnansck agradeceu os aplausos e mandou beijos para Martha Suplicy.
Antes deste desfecho, a Cavalera mostrou looks com ares invernais em um ferro-velho. A inspiração na Bahia ajudou pouco a refrescar os modelos, que chegavam a ter capas e parkas. Mas é sempre um desfile interessante, pelo espetáculo. André Lima encantou com longos e curtos estampados ou em jacquards de seda, com referências em pesquisas sobre ensaios de moda psicodélicos. Os vestidos de seda e gazar eram completados por cintos de couro rústico. Helô Rocha deu um ar diferente à sua marca Teca, que ganhou ares mais moderninhos e jovens, com saias e vestidos curtos no tema Viagem ao redor do mundo. Fernanda Yamamoto e a Amapô perderam na comparação com os companheiros de dia, porque não atingem o grau de sofisticação de um André Lima ou o carisma de uma Cavalera.