Federer revela tristeza por reforma da Copa Davis

O suíço Roger Federer revelou estar triste com a recente reforma da Copa Davis, mas espera que a organização cumpra suas promessas economicamente.

"Me sinto triste por isso, por não termos mais a Copa Davis que estávamos acostumados. Nunca será o mesmo para a próxima geração", disse o vencedor de 20 títulos de Grand Slam, neste sábado, antes de jogar as semifinais do Masters 1000 de Cincinnati.

"Só espero que cada centavo de toda essa massa de dinheiro vá para a próxima geração", acrescentou.

Na quinta-feira, foi aprovada uma reforma radical no formato da Copa Davis, que vai deixar o tradicional modelo de 118 anos de história para se concentrar em um evento com uma semana de duração e participação de 18 equipes.

Federer venceu a Copa Davis com a Suíça, em 2014, depois de vencer a França na final. O maior vencedor de Grand Slam da história disputou a competição de maneira quase ininterrupta de 1999 a 2015. Agora com 37 anos, o suíço tentar prolongar ao máximo sua carreira e escolhe minuciosamente seu calendário para manter o melhor nível.

"Claramente a ITF nunca envolveu os jogadores. (A solução) tem falhas em alguns sentidos. Estou totalmente a favor da inovação e os dou uma oportunidade em certo sentido. Será interessante ver como vai funcionar", acrescentou Federer.

O sérvio Novak Djokovic, campeão da Davis em 2010, compartilhou alguns dos comentários de Federer mas indicou que algo era necessário ser feito com a Davis.

"Uma mudança de formato era inevitável. Estou contente que as pessoas da ITF entenderam que era urgente mudar o formato e o calendário. Simplesmente não era justo, sobretudo para os melhores jogadores", explicou.

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