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Ata da assembleia da CBF está sob suspeita

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A assembleia geral ordinária convocada pela CBF para, entre outros itens, aprovar as contas da entidade referentes a 2015 está no centro de uma polêmica judicial. Comandada pelo presidente da federação de futebol do Rio, Rubens Lopes, a reunião produziu um documento que contém vários equívocos.

A ata registra, por exemplo, que houve unanimidade nas críticas ao autor da ação, o presidente da federação catarinense, Delfim Peixoto, e também que todas as federações tiveram acesso à documentação completa da prestação de contas do ano passado, incluindo comprovantes de receitas e despesas.

A reportagem do Terra conversou com vários presidentes de federações estaduais de futebol, participantes da assembleia, e a maioria deles disse desconhecer o teor da ata. Pelo menos três dirigentes afirmaram que não compactuaram com as críticas a Delfim e disseram que não viram nenhum documento detalhado do balanço financeiro até a data da assembleia.

A ata também desqualifica relatório do tabelião do 26 oficio de notas que tem fé pública e narrou que advogados de Delfim Peixoto, munidos com procuração, não tiveram acesso irrestrito a comprovantes de receitas e despesas da confederação, durante visita à sede da entidade na última sexta feira.

Juntada ao processo pelo juridico da confederação, representada pela filha de Rubens Lopes,  a advogada Luciana Lopes da Costa, a ata atribui a Delfim Peixoto uma conduta de má fé e de "forma temerária". Registra ainda que houve "alteração da verdade" na elaboração da liminar. O dirigente, que também é vice da CBF, embora oposição ao grupo que controla a entidade, se mostrou indignado com o texto.

"Má fé é esconder a documentação. A CBF tem que ter transparência e falta vergonha na cara para alguns de seus diretores", declarou.

No final do documento há uma lista de presença com a assinatura de 26 representantes das 27 federações estaduais na assembleia. Mas, acoplada à ata, essa relação induz sutilmente que todos ali estão de acordo com o teor do documento.

Os advogados de Delfim, do escritório Costa Barros, vão fazer uma notificação na justiça provavelmente contra Rubens Lopes, contrariados com trechos que constam na ata nos quais se afirma que eles mentiram ao registrar que não tiveram acesso à documentação financeira da CBF. Na sexta, por meio de procuração,  eles estiveram na entidade duas vezes e em ambas não viram os comprovantes de receitas e despesas da entidade. Isso foi atestado pelo tabelião.