A próxima semana irá marcar o destino no futebol de duas das figuras mais importantes da Fifa. Michel Platini e Joseph Blatter receberão, entre segunda (21) e terça-feira (22), o veredicto do suposto caso de pagamento de uma propina de dois milhões de francos suíços em 2011.
Como havia anunciado, o francês não se apresentou ao Comitê de Ética da Fifa nesta sexta-feira (18) e enviou apenas seu advogado, Thibaud D'Ales, para representá-lo. Diferentemente da audiência com Blatter, que durou cerca de oito horas, a sessão foi rápida e o representante alegou que o que está ocorrendo é um "processo político". Ambos estão suspensos até o dia 5 de janeiro por causa da investigação e podem perder os direitos no esporte por um longo período de tempo, caso sejam condenados - no mínimo, sete anos.
O caso refere-se a um pagamento feito há quatro anos por serviços realizados por Platini entre 1999 e 2002. Alegando não ter dinheiro para pagar o trabalho na época, Blatter quitou a dívida apenas em 2011. O problema é que esse pagamento foi feito meses antes da escolha das sedes da Copa do Mundo de 2018 e 2022. Para a acusação, essa quantia serviu para comprar o voto do francês nas escolhas de Rússia e Catar, respectivamente.
Em nota divulgada na última quarta-feira (16), Platini afirmou através dos advogados que o "veredicto já é conhecido por meia imprensa" e que o julgamento é apenas para impedir que ele concorra ao cargo de presidente da Fifa.
As eleições, que marcarão o fim da era Blatter na entidade após cinco mandatos e meio, estão marcadas para o dia 26 de fevereiro.