Presidente, Rivaldo "pausa" aposentadoria para ajudar Mogi

A situação do Mogi Mirim na Série B do Campeonato Brasileiro(última colocação com apenas três pontos em oito rodadas) fez com que Rivaldo repensasse sua aposentadoria. O presidente do clube decidiu se integrar ao elenco para ajudar a equipe a sair do momento difícil que vive atualmente. A princípio retornando apenas para os treinamentos, o ex-camisa 10 da Seleção Brasileira não descarta a possibilidade de participar de alguns jogos pelo time, desde que sua condição física permita.

"Depois de muito pensar e analisar os prós e contras, decidi que me reintegrarei ao grupo de jogadores do Mogi Mirim EC que atualmente disputa a Série B do Campeonato Brasileiro. Isso não quer dizer que vou jogar, mesmo porque estou parado há algum tempo e apenas administro o clube", disse o meia veterano, 43 anos, antes de completar a respeito das condições para sua volta.

"Repito que não estou voltando para jogar regularmente, mas como sou atleta com contrato vigente, quero ajudar os jogadores a deixarem esta situação complicada e ter tranquilidade para trabalhar novamente. Faz 15 meses que parei de jogar como profissional, e, se meu joelho estiver bem, poderei até ajudar em alguns jogos, mas isso os treinamentos me ajudarão a decidir", garantiu Rivaldo, que tem contrato assinado com o clube até o fim do ano.

Após entrar em campo pela última vez em abril de 2014, em derrota sofrida para o Juventude pela Série C do Brasileiro, o presidente acredita que pode fazer a diferença através de sua experiência. Ele também diz confiar que o atual elenco do Mogi tem potencial para pelo menos ocupar o meio da tabela da segunda divisão nacional.

"Com esta minha decisão, quero ajudar os jogadores a sair desta má fase, pois entendo que nosso time não deveria estar brigando contra o rebaixamento. Temos time para, no mínimo, estar disputando o meio da tabela de classificação. Acredito que treinando diariamente com o elenco, com minha experiência, conseguirei passar tranquilidade neste momento complicado que vivemos", explicou-se.

Se na função administrativa ele conseguia passar mais tempo com a família, o presidente-jogador terá de ver menos seus entes queridos para voltar à rotina de atleta, um sacrifício que diz estar disposto a fazer pelo Mogi. "Sei que mais uma vez sacrificarei minha família em prol do clube, mas espero em breve poder ver nosso time em uma situação mais honrosa dentro da competição", concluiu.

Se ainda for capaz de atuar em nível que lembre o de seus bons tempos, quando vestiu a camisa 11 do Barcelona, a 10 da Seleção Brasileira e chegou a ser eleito melhor jogador do mundo (em 1999), Rivaldo será um grande reforço para o atual lanterna da Série B.