Por Ganso, Santos apela a ex-presidente e aguarda mercado

O Santos busca uma reaproximação com remanescentes da DIS, braço esportivo do Grupo Sonda, para conseguir avançar no sonho de retorno do meia Paulo Henrique Ganso, do São Paulo. As partes já se reuniram em meio à disputa do Campeonato Paulista e contam, principalmente, com o ex-presidente Marcelo Teixeira como trunfo para uma nova aliança. Os investidores detêm a maior fatia dos direitos do meio-campista, 68%.

Teixeira foi um dos principais apoiadores da campanha do atual mandatário Modesto Roma Júnior e o responsável pelo início da parceria com a empresa, envolvendo a venda de um pacote com o percentual de sete atletas, entre eles o de Ganso.

A relação com a empresa foi destruída na gestão encabeçada por Luis Álvaro Ribeiro e Odílio Rodrigues, quando o clube moveu ações judiciais para reaver parte dos percentuais e dos valores cedidos a empresa. Além disso, o clube não repassou a DIS cifras consideráveis em transferências. O processo ainda corre.

Internamente, o clube aguarda pela reabertura da janela de transferências para tentar fazer caixa e comprar, ao menos, os 32% pertencentes ao São Paulo, tática utilizada pelo rival para trazê-lo em 2012, ao pagar ao clube o proporcional de sua multa rescisória. Os dirigentes ainda aguardam a formalização do Milan sobre os interesses no atacante Gabriel Barbosa e no zagueiro Gustavo Henrique.

Além deles, o meia Lucas Lima está próximo de atuar no futeboleuropeu. O Terra apurou que representantes da Doyen Sports, fundo maltês detentor de 80% dos direitos econômicos do atleta, se reúnem há quase 20 dias com dirigentes do clube por sua liberação para vendê-lo ao Porto, de Portugal. A empresa ofereceu 3 milhões de euros (cerca de R$ 10,4 milhões) pela fatia de 10%, a única que o clube detém. O Santos, no entanto, ainda bate o pé e faz exigências para liberar o atleta.

A maior delas é aumentar os ganhos. O clube já fez a sua contraproposta, pediu 5 milhões de euros (R$ 17,4 milhões) e quer liberá-lo somente em dezembro, condição inicialmente já rechaçada pelos envolvidos.

Ganso custou R$ 23,9 milhões, sendo que cerca de R$ 7,6 milhões corresponderiam ao proporcional são-paulino no investimento no passado. Um possível retorno já é visto com bons olhos pelos líderes do elenco santista.

"É um grande jogador, joguei com ele em 2012. Ele tem história no clube, conquistou Libertadores, três Paulistas, Copa do Brasil, mas não vive um bom momento no São Paulo, então, se isso acontecer, vamos recebê-lo de braços abertos. Deixamos esse assunto para a diretoria. Vamos nos preocupar com quem está aqui", concluiu o zagueiro David Braz.