Secretário-geral da Fifa é suspeito de transferir US$ 10 mi de propina

Dinheiro teria sido depositado nas contas controladas por ex-presidente da Concacaf

O jornal New York Times informa nesta segunda-feira que as autoridades federais americanas acreditam que o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, foi o responsável por transferir US$ 10 milhões de propina para contas bancárias controladas por Jack Warner, ex-presidente da Concacaf. 

A investigação americana não diz que Valcke sabia que o dinheiro seria utilizado como suborno. Ele também não é identificado no relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos como sendo o "coconspirador 15", que seria um membro do alto escalão da candidatura sul-africana e responsável por entregar a mala contendo os US$ 10 milhões para o "coconspirador 14", familiar de Warner que negociou amistosos de equipes da Concacaf na África do Sul.

Num e-mail ao "New York Times", Valcke disse que não autorizou pagamento nenhum e nem tinha poder para isso.

A investigação aponta que Warner começou a mexer no dinheiro no dia 9 de janeiro, quando transferiu US$ 200 mil para uma conta pessoal. Depois, repassou US$ 1,4 milhão para empresários de Trinidad. Semanas depois, o mesmo valor caiu em uma conta controlada por Warner.