Valdivia faz parte dos planos do Palmeiras até o Derby de domingo

O Palmeiras recusou sondagem da seleção chilena para liberar Valdivia mais cedo para a Copa América e não abre mão de seu jogador mais caro nesta semana. O meia terá que se apresentar no seu país na terça-feira e os planos de Oswaldo de Oliveira são de usá-lo como titular nesta quarta-feira, contra o ASA, pela Copa do Brasil, e no domingo, diante do Corinthians, em Itaquera, pelo Brasileiro.

"Sigo atento. A minha expectativa é por uma ação positiva dele. Conto com o Valdivia até ele viajar para a Copa América", comentou o treinador, sem duvidar do esforço do camisa 10, que chegou a colocar a sua seleção como prioridade até ser reserva na maior parte da Copa do Mundo do ano passado.

"Desde o início do meu trabalho aqui, vejo o Valdivia muito participativo e empenhado já para trabalhar aquela contusão, sempre o encontrei trabalhando e se dedicando. Mas esses problemas físicos e as coisas da Seleção quebraram muito a sequência dele, atrapalharam muito. Tive que resguardá-lo para fases mais difíceis dos jogos", lamentou Oswaldo, contratado em janeiro.

Valdivia levou quatro meses para se recuperar de lesão na coxa esquerda e só estreou neste ano em 4 de abril. Depois disso, foi desfalque na primeira final do Paulista devido a um edema no joelho esquerdo e chegou a ser poupado contra o Sampaio Corrêa, há duas semanas, por conta de seu desgaste físico. São tantos problemas que foi reserva por opção do técnico, contra o Joinville, há dez dias.As dificuldades físicas preocupam, inclusive, a seleção chilena. O técnico Jorge Sampaoli tem se informado sobre o camisa 10 com o fisioterapeuta particular do jogador, o cubano José Amador, e já acatou a sugestão de usá-lo só na estreia da Copa América, no dia 11, contra o Equador, e, se o Chile vencer, deixá-lo apenas treinando até as quartas de final, em 24 ou 25 de junho.

No Palmeiras, há quem acredite que o Derby de domingo seja o último jogo de Valdivia no clube. O meia tem contrato até agosto, mas dificulta sua renovação e poderia ser liberado antes se abrir mão de seu alto salário. Para renovar, ele não aceita o modelo de produtividade (salário maior de acordo com a frequência) imposto pelo presidente Paulo Nobre, já criticou publicamente o diretor de futebol Alexandre Mattos e não gostou da primeira oferta da diretoria (cerca de 25% do salário atual como valor fixo e aproximadamente metade do que ganha atualmente se atuar em todos os jogos do mês).

Já foram cogitados alguns nomes para a sua posição, mas Oswaldo de Oliveira não fala de nenhuma negociação. Nem mesmo do zagueiro Leandro Almeida, do Coritiba, e dos atacantes Lucas Barrios, argentino naturalizado paraguaio que pertence ao Spartak Moscou, e Gustavo Bou, argentino que atua no Racing e é o artilheiro da Libertadores - os três foram sondados pelo Verdão.

"Eu gostaria de ser franco e direto, como sempre sou, mas negociação envolve mercado, oferta e procura, concorrência. Qualquer coisa pode interferir. Só digo que temos a intenção ainda de enriquecer o nosso elenco",