Edu explica que Guerrero pediu para ser liberado por estar desconfortável

O peruano Paolo Guerrero não enfrentará o Palmeiras no domingo - nem qualquer outro adversário do Corinthians - por vontade própria. O gerente de futebol Edu Gaspar justificou que o clube atendeu a um apelo do centroavante ao dispensá-lo de suas obrigações profissionais a partir desta quarta-feira.

"O presidente Roberto de Andrade recebeu uma ligação do agente do atleta ontem, explicando o desconforto que o Guerrero estava vivendo no clube e pedindo a sua liberação. Logo após, nós nos reunimos no CT e achamos por bem deixá-lo seguir a vida porque precisamos de todos 100% envolvidos, focados. Queremos jogadores não só de corpo presente no Corinthians, mas de corpo e alma", disse Edu, agitado.

Guerrero tem contrato válido até 15 de julho e exigia receber R$ 18 milhões do endividado Corinthians apenas como prêmio pela renovação. Ao contrário do pedido de dispensa, esse desejo do centroavante peruano não pôde ser atendido por Roberto de Andrade.Como irá se apresentar à seleção do Peru na segunda-feira para a disputa da Copa América, o clássico com o Palmeiras marcaria a despedida dele do clube em que virou ídolo com os gols marcados no Mundial de Clubes de 2012.

O desconforto causado por Guerrero, no entanto, fez com que o adeus fosse mesmo no 0 a 0 com o Fluminense do último domingo, quando perdeu um gol sem goleiro. Após a partida realizada no Maracanã, o centroavante enervou alguns torcedores ao levar em consideração a possibilidade de defender um compatriota do Corinthians - o Flamengo é o favorito a contratá-lo -, o que não admitia até recentemente. O peruano passou a restringir o seu veto apenas a rivais corintianos em São Paulo.

"Respeitamos demais a nossa torcida e a opinião pública, mas seríamos bastante frios para tomar decisões de maneira clara e sensata em prol do Corinthians", desconversou Edu, sobre o temor de a presença de Guerrero em campo causar uma revolta em Itaquera no fim de semana.

No retorno do Corinthians do Rio de Janeiro para São Paulo, após o compromisso contra o Fluminense, Guerrero já havia sido alvo de protestos de um grupo de cinco torcedores. Antes, quando a equipe foi eliminada da Copa Libertadores da América, ele se irritou com um comentário em uma rede social e desafiou o crítico a enfrentá-lo no CT Joaquim Grava.

Dispensa de salário? 

Edu Gaspar não confirmou se, com a dispensa de Paolo Guerrero, o Corinthians economizará aquilo que ainda teria de pagar ao atacante de R$ 18 milhões. "Quem está cuidando da parte econômica é o presidente Roberto de Andrade. Não sei o que está sendo tratado", declarou o gerente de futebol.