Com Seleção festejada, Dunga nega prestígio abalado pós-7x1

Por onde a Seleção Brasileira passa, é festa em Istambul. Fanáticos por futebol e com ídolos brasileiros no esporte, os torcedores da Turquia se mostram muito animados para o amistoso desta quarta-feira, e os jornalistas do país lotaram a coletiva do técnico Dunga no Estádio Sukru Saracoglu para perguntar sobre jogadores da equipe verde-amarela. Fatos que fizeram o treinador brasileiro afirmar que o prestígio da Seleção Brasileira segue alto mesmo após a goleada por 7 a 1 sofrida para a Alemanha na semifinal da última Copa do Mundo.

"A Seleção é uma coisa muito forte, a cor da camisa e a história dentro do futebol mundial. Isso atrai muito, e também pelo fato de grandes campeões terem vestido essa camisa. Além de ter muitos brasileiros jogando em todo o mundo. Isso faz com que o Brasil tenha grande prestígio, independentemente do resultado da Copa", disse o treinador.

O trabalho de Dunga em sua segunda passagem à frente da Seleção vem sendo, a princípio, de reconstrução. O time dentro de campo foi bastante renovado, as regras fora dele foram endurecidas e a meta principal é voltar a convencer o torcedor brasileiro de que o time pode dar muitas alegrias. Até agora, foram quatro vitórias em quatro jogos amistosos – todos levados bem a sério pelo técnico e pelos atletas.

"Estou contente com os jogadores, com a forma com que estão se entregando em campo", elogiou Dunga. "Eles também estão sabendo trabalhar com a pressão de jogar na Seleção. Eles têm que entender que, se tivermos um coletivo forte, a individualidade vai sobressair", avaliou, repetindo um de seus "mantras".

Ao menos dentro de campo, a revolução para devolver a confiança ao torcedor vem sendo notável. O time dos últimos quatro amistosos já trabalhou melhor a bola a partir da defesa e teve muito mais movimentação ofensiva em comparação à passagem de Felipão, que apostava em uma equipe mais rígida, com posições mais definidas. Para Dunga, os jogadores têm assimilado bem o estilo de jogo, apesar dos pouquíssimos dias disponíveis para treinar.

"É difícil de se dizer, estamos em um bom caminho, apesar do pouco tempo de trabalho. Facilita um pouco pela inteligência dos jogadores, pela capacidade técnica dos mesmos. Logicamente seria melhor se tivesse mais tempo para treinar, poderia assimilar muito mais", afirmou.