Boa Esporte pede punição civil e desportiva por ato racista de rival

O Boa Esporte repudiou, neste domingo, o racismo sofrido pelo atacante Franci, em duelo contra o Avaí na tarde do último sábado, que terminou com vitória por 2 a 0 da equipe mandante na Ressacada, em Santa Catarina. Por meio de nota oficial em seu site, a equipe mineira pediu uma "posição exemplar da justiça civil e também da justiça esportiva" contra a injúria racial sofrida pelo atacante Franci.

O ato ocorreu aos 39min do segundo tempo e foi flagrado por câmeras de televisão. O jogador do time acusa o zagueiro Antônio Carlos, do clube catarinense, de chamá-lo de "macaco" após disputa de bola perto da área da equipe avaiana. No momento, o duelo estava 1 a 0 para o Avaí. Após a partida, o atacante do Boa fez um boletim de ocorrência contra o zagueiro.

Recentemente, o Grêmio foi punido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) por ofensas raciais contra o goleiro Aranha, do Santos. No julgamento do Pleno da entidade, na última sexta-feira, a equipe gaúcha sofreu punição de três pontos e, com isso, acabou eliminada da Copa do Brasil, já que havia perdido a partida de ida na ocasião do racismo. 

Confira a nota na íntegra:

A Diretoria, atletas e funcionários, do Boa Esporte Clube, repudiam veementemente o infeliz ato de racismo praticado na tarde deste sábado (27), na Arena Ressacada em Florianópolis/SC, pelo zagueiro Antônio Carlos, do Avaí Futebol Clube. O fato ocorreu por volta dos 39 minutos do 2º tempo após Franci perder uma disputa no ataque e ir ao chão. Ele se aproximou do zagueiro e ouviu o seguinte xingamento. “Macaco do C...”. Neste momento o Avaí vencia a partida pelo placar 1 x 0.

Franci preferiu não manifestar o fato ainda em campo respeitando às homenagens prestadas pelo Avaí ao torcedor João Grah, morto na quarta-feira passada, quando retornava da partida do Avaí contra o Paraná, em Curitiba, o torcedor recebeu uma pedrada na cabeça, vindo a falecer.

Nos vestiários, o atleta, relatou o fato ao diretor de futebol Roberto Moraes e ao Supervisor Marco Antônio Gomes, que tomaram as providências, indo até uma delegacia de Florianópolis registrar o ocorrido.

Desde a parada da copa o atacante vem sendo relacionado em quase todos os jogos pelo técnico do Boa Esporte Nedo Xavier.

Após o ocorrido, a diretoria beveta, espera uma posição exemplar da justiça civil e também da justiça esportiva.