Somente após os gastos bilionários com os estádios para a Copa do Mundo já estarem consumados é que autoridades começaram a criticar os altos custos exigidos pela Fifa, entidade máxima do futebol. Assim foi com o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que criticou a Fifa ao dizer que ela não se preocupa com o legado que ficará para as cidades-sede do mundial, "só pensando na construção de estádios". A crítica foi feita no início de agosto, durante o programa Juca Entrevista, da ESPN Brasil.
A declaração de Paes levou o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke a dar uma resposta nesta última quarta-feira (22): “Não há animosidade, embate. Não é questão de ser amigo ou inimigo. Estamos aqui para organizar o evento, somos profissionais. Não estamos aqui para brigar. Por isso, digo que esse tipo de comentário é totalmente inútil. Queremos realizar os jogos, a final no Maracanã”, afirmou, em entrevista, durante sua passagem ao Brasil para avaliar os preparativos.
Faltando menos de um ano para a realização da Copa no Brasil, Eduardo Paes escolheu o pior momento para manifestar-se contra a Fifa, já que o tom agressivo com a entidade pode atrapalhar os preparativos do Rio de Janeiro para o mega-evento, se depender da vontade política.