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Felipão nega Neymar insubstituível e relembra Portugal: 'tirei o Figo'

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Neymar segue perseguido pela torcida inglesa. No empate por 1 a 1 nesta segunda-feira em Londres, no estádio do Chelsea, contra a Rússia, o craque do Santos ouviu uma chuva de vaias em algumas ocasiões da partida. Se o futebol do camisa 11 da Seleção Brasileira não agrada ao público europeu, tampouco enche os olhos de seus conterrâneos.

O jogador chegou a ter uma boa apresentação contra a Itália na semana passada, mas no Stamford Bridge esteve apagado mais uma vez, prendendo insistentemente a bola e tendo pouca participação nas jogadas do ataque do time. Mesmo assim, atuou durante os 90 minutos e não foi substituído pelo treinador.

?Luiz Felipe Scolari admitiu que muitas vezes acaba mantendo um jogador da estirpe de Neymar em campo - mesmo quando a atuação está abaixo do esperado – confiando no poder de decisão do craque. Isso, entretanto, não significa que Neymar seja insubstituível. E ainda citou um exemplo da época em que comandava a seleção portuguesa para comprovar que não tem problemas em tirar a estrela do time de campo, se considerar apropriado.

“Depende do momento. O técnico não tem uma doutrina para fazer isso. Em 2004, Inglaterra e Portugal, eu tirei o Figo, um dos maiores jogadores que eu já trabalhei. Coloquei o Helder Postiga e ele fez o gol de empate”, lembrou. Scolari disse que “às vezes o teu pensamento como técnico vai ‘bom, não está bem, eu tiro’. Outras vezes vai naquela do ‘é craque, vai resolver’. Depende do que estamos vendo aquele jogador fazer no jogo. Não tem uma ideia fixa”, ressaltou.

Dessa forma, seria razoável concluir que Neymar não tem cadeira cativa no time? “Não, claro que não. E ele mesmo sabe disso. Ele tem jogado muito mais para a equipe do que quando ele era a única coisa que se falava, que ele era o único. Agora ele tem jogado pela equipe, e bem.”, completou.