O deputado federal Walter Feldmann (PSDB-SP) acrescentou uma missão à sua passagem pela Bolívia: libertar os corintianos detidos e acusados pela morte do jovem Kevin Espada durante partida entre o Corinthians e o San José, em Oruro, pela Copa Libertadores. Com trabalho ligado à comunidade boliviana no Brasil, ele espera usar a influência para ter sucesso.
Feldman é membro da CPI do Trabalho Escravo e se aproximou da comunidade boliviana no Brasil ao se deparar com o abuso constante de imigrantes do país sul-americano, principalmente em oficinas têxteis em São Paulo. A investigação, que conta com o apoio do presidente boliviano, Evo Morales, levou um grupo de deputados ao país para conhecer as ações locais para erradicação do trabalho escravo.
?“Vamos iniciar uma grande disputa para libertar os 12 torcedores corintianos presos injustamente em Oruro, Bolívia. Eles são inocentes”, disse Walter Feldman, em sua página no Twitter. Os brasileiros estão detidos desde 21 de fevereiro, quando um sinalizador atirado pela torcida brasileira atingiu o rosto e matou o jovem Kevin Espada, 14 anos, durante o empate por 1 a 1 com o San José.
Dois dos detidos continham vestígio de pólvora nas mãos, e foram indiciados por homicídio, sendo os outros dez acusados de cúmplices. Os brasileiros fizeram apelação para tentar a liberdade, mas o julgamento, previsto para sexta-feira, foi remarcado para terça. Quatro dias depois da tragédia, um membro da Gaviões da Fiel menor de idade admitiu ser o autor do disparo, confissão que não mudou a situação dos 12 detidos na Bolívia.