Gremistas que levam filhos na avalanche são contra fim da comemoração 

Os gremistas Rafael Carvalho, 36 anos, e Pablo Valim, 32, nunca tiveram problemas ao participar da avalanche, tradicional comemoração em que a torcida desce correndo a arquibancada a cada gol marcado. Eles consideram que o acidente que feriu sete torcedores no jogo contra a LDU, do Equador, foi um problema da estrutura da Arena, nova casa gremista.

"Nós vamos na avalanche com nossos filhos. Ficamos um pouco mais para trás e levamos eles no colo. Não tem problema", diz Carvalho, pai de Luís Eduardo, 7 anos. "Somos contra (o fim da avalanche). É uma manifestação popular", resume Valim, que levou o filho Joaquim, 3 anos, no jogo contra o Veranópolis no estádio Olímpico, que ainda recebe partidas válidas pelo Campeonato Gaúcho.

"Compararam na televisão a força da avalanche a peso de elefantes. Isso não existe. Ninguém empurra. Os torcedores chegam lá embaixo e param", relatou Carvalho, que defende uma mureta maior no moderno estádio gremista construído no bairro Humaitá.

Depois da avalanche que terminou em feridos, o Grêmio precisou interditar a parte da Arena que não tem lugares demarcados. O incidente ocorreu em partida contra a LDU, do Equador, em partida válida pela pré-Libertadores, quando Elano marcou em favor do time gaúcho.

O presidente do clube, Fábio Koff, indicou, durante visita do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, que colocaria cadeiras na Geral, o que terminaria com a tradicional comemoração.