Com Sharapova na mira, WTA estuda medidor para conter gritos em quadra

Presidente e diretora executiva da WTA (Associação de Tênis Feminino) desde 2009, Stacey Allaster trata a diminuição dos gemidos das jogadoras durante as partidas como uma prioridade. Segundo publica o jornal suíço Blick, a dirigente quer silenciar o jogo, temendo que os gritos de muitas atletas ao desferir golpes com a raquete possam afastar patrocinadores do esporte.

De acordo com o diário, Allaster explicou, depois do Aberto da Austrália, que inclusive uma espécie de “medidor de gemido” poderia ser introduzido na modalidade.

A entidade tem como objetivo aplicar penalizações severas caso os gritos das jogadores incomodem as adversárias ou o público, em punições que poderiam ir de multas a deduções de pontos. Nas palavras de Allaster, a WTA ainda precisa “determinar em mais detalhes o quão longe pretende ir” para coibir os gemidos.

Respectivamente a líder e a terceira colocada do ranking feminino, a bielorrussa Victoria Azarenka e a russa Maria Sharapova são algumas das tenistas mais conhecidos pelos gritos em quadra.

Falando especificamente sobre as duas jogadoras, Allaster disse que “se elas fazem isso hoje, elas precisam se livrar disso, porque não estará mais no futuro”.

De acordo com o diário, os gemidos de Sharapova enquanto no jogo chegam a 101,2 decibéis, volume um pouco superior ao de uma serra elétrica ligada (100 decibéis).

Atualmente, existe a regra de “hindrance” na WTA, segundo a qual uma jogadora pode ser punida com a perda de um ponto caso emita sons quando a adversária esteja para sacar ou para rebater uma bola. De acordo com o mesmo regulamento, em circunstâncias extremas o árbitro de cadeira também pode fazer uma tenista perder um ponto caso considere que os altos gemidos desta atrapalhem a habilidade da oponente em golpear a bola.