Torcedores do Coritiba vão a julgamento por selvageria em 2009

Depois de denúncia crime do Ministério Público do Paraná, seis torcedores do Coritiba, entre Reimackler Alan Graboski, presidente de uma facção organizada, irão a julgamento pela invasão do gramado do Estádio Couto Pereira no dia 6 de dezembro de 2009. Uma sétima pessoa denunciada foi inocentada.

Além de Reimackler, também foram pronunciados ao Tribunal do Júri, na última semana, Adriano Sutil de Oliveira, Allan Garcia Barbosa, Gilson da Silva, Renato Marcos Moreira e Sidnei César de Lima.

Os torcedores são acusados de tentativa de homicídio e invasão de campo. A confusão que acabou em denúncia crime aconteceu logo após o empate por 1 a 1 entre Coritiba e Fluminense. O resultado rebaixou a equipe paranaense para a Série B naquele ano.

Alguns torcedores e quatro policiais ficaram feridos durante a briga generalizada. Uma operação realizada no dia 12 de dezembro levou à prisão de 18 pessoas que teriam participado da ação criminosa. Nove delas foram liberadas depois de assinar um temo circunstanciado e outras nove seguiram detidas e foram liberadas cinco dias depois da operação.

A sede da torcida organizada foi interditada e na operação de varredura apreendidos quatro armas, 500 gramas de maconha e computadores.

O Coritiba também pagou um preço alto pelo vandalismo. O clube foi a julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) e inicialmente foi penalizado com a perda de 30 mando de campo e multa de R$ 610 mil. Depois de recorrer, reduziu a perda de mando para 10 jogos e a multa para R$ 100 mil.