Joaninha tenta manter hegemonia no moto freestyle do país

Quem olha logo pensa: é louco. E Gilmar Flores, o Joaninha, é o líder do bando. Depois de iniciar no motocross, o piloto resolveu testar sua aptidão no freestyle – onde o motociclista faz manobras depois de pular uma rampa. Fez sucesso. Foi o primeiro brasileiro a dar um backflip (salto mortal de costas) e domina o esporte no país desde 2007. A partir deste sábado, ele tenta manter a hegemonia na Copa Brasil, torneio que ocorre na Sociedade Hípica do Rio de Janeiro, na Lagoa.

“Agora vai ser mais difícil. Já tem mais uns quatro pilotos que conseguem fazer a manobra. Vamos ver o que acontece”, diz Joaninha, mostrando certa timidez e até receio.

Engana-se quem pensa que para fazer uma manobra de maluco como o backflip funciona na base do erro e acerto - até porque uma falha pode ser fatal. Joaninha explica que todos os seus movimentos são calmamente calculados em uma piscina de espuma do seu centro de treinamento em Sinop (MT). “A gente aprende a girar a moto primeiro”, explica.

Joaninha garante que o freestyle é menos perigoso que o motocross. “Parece que é mais radical, mas não é tanto. Por ser mais lento, tem menos quedas e menos lesões. O pessoal acha que a gente é louco, mas nem tanto”, conta o piloto em tom de brincadeira. E mais barato. “Freestyle é mais em conta porque o equipamento em geral custa menos.”

Mesmo assim, ainda acontecem acidentes. O mais grave que Joaninha sofreu, no entanto, lhe custou apenas uma luxação em um dedo da mão direita. O que não impediu o piloto de seguir fazendo das suas estripulias. “Causou uma certa limitação, mas uma semana depois eu já estava fazendo show.”

Os shows encomendados são a principal fonte de renda de um motociclista freestyle. Joaninha conta que chega a fazer 60 deles por ano em todo o Brasil. Sua equipe tem outros cinco pilotos e um grande staff técnico. E é com mais um show que ele pretende levantar o troféu de seu sétimo título brasileiro consecutivo no domingo.