Com bandeira do Brasil preta, corintianos pedem "lama" em verde da Fifa

A ideia de jogar com o Mundial com um item verde na camisa não agradou os torcedores corintianos que foram acompanhar a equipe no Mundial de Clubes. Neste domingo, um grupo que fazia plantão no Hotel Hilton, em Nagoya, desaprovou a ideia. Um deles chegou a sugerir que os atletas esfreguem o logotipo com a tonalidade na lama para disfarçar a cor referente ao Palmeiras.

"Os jogadores têm que disfarçar, pegar a manga da camisa e esfregar na lama para sumir essa cor da camisa do Corinthians", disse o torcedor João Paulo Ribeiro, que se tornou uma celebridade local por sua história maluca de viagem ao Japão. O corintiano deixou de comprar presentes para os filhos, se demitiu da profissão de serralheiro e foi para lá da forma que pode.

Já o corintiano Tadeu Andrade, de 30 anos, veio de São Paulo e desembarcou em solo nipônico neste sábado. Tesoureiro de uma organizada alvinegra, ele vestia um casaco da torcida com uma bandeira do Brasil na cor preta, justamente para não ter o verde no uniforme.

"Mas essa não é a primeira vez que temos que jogar de verde. Isso aconteceu com bandeiras do Brasil na camisa do Corinthians nos anos 90, com o símbolo da CBF quando vencemos torneios nacionais e também um patrocínio há alguns anos, que deu o que falar e precisou substituir o verde por amarelo", definiu o torcedor.

João Paulo e Tadeu estavam em companhia dos amigos Clayton Motoki, Renata Yamashita, Cural, Celsinho e Cristiano Minoru, esses últimos todos habitantes do país nipônico. Todos eles terão que ver o Corinthians jogar o Mundial com um logotipo verde na manga, por obrigação da Fifa.

A entidade vetou o pedido da agremiação alvinegra, que solicitou não utilizar o logotipo do projeto Football for Hope, que briga contra diferenças sociais em todo o planeta. A Fifa rejeitou o desejo corintiano, já que todos os participantes da competição terão que usar o patch de qualquer forma. A equipe brasileira estreia no dia 12.