Na rota do Corinthians, Hiroshima bate retranca do Auckland e avança

O Sanfrecce Hiroshima sofreu para fazer valer sua superioridade, mas venceu o Auckland City, da Nova Zelândia, por 1 a 0 nesta quinta-feira, e avançou às quartas de final do Mundial de Clubes. O campeão japonês contou com um golaço do volante Aoyama de fora da área para superar a retranca do limitado time da Oceania, composto em sua maioria por atletas amadores.

Com a vitória, o Hiroshima enfrenta no domingo o Al-Ahly, do Egito, na partida que definirá o adversário do Corinthians em uma das semifinais. Do outro lado da chave, o Chelsea, da Inglaterra, espera o vencedor do confronto entre Ulsan Hyundai (Coreia do Sul) e Monterrey (México).

O time japonês teve no ponta direita Mikic e no meia Takahagi seus principais jogadores, que sempre tentavam o passe decisivo para o atacante Sato ou o chute de longa distância, mas mostrou pouca criatividade. Já os neozelandeses, postados com cinco jogadores recuados no meio-campo e apenas o inglês Dickinson na frente, limitaram-se à marcação e aos esticões de bola para tentar alguma coisa no ataque.

Desde o início, a superioridade técnica do Hiroshima ficou nítida. Enquanto os asiáticos tentavam trabalhar a bola e agrediam principalmente com os avanços de Mikic na direita, o Auckland só conseguia passes infrutíferos no campo de defesa. Quando tentava avançar, era na base do chutão, estratégia que causou poucos problemas à defesa nipônica.

Com o artilheiro Sato apagado e perdendo bolas, o melhor momento do primeiro tempo veio aos 19min: Takahagi bateu escanteio com veneno e a bola explodiu na trave. Na sobra, o chute de Koji Morisaki foi bem defendido pelo goleiro Williams. Semiamadora, a equipe do Auckland apenas continha os japoneses, que tinham dificuldades para furar o bloqueio rival.

No segundo tempo, Williams voltou a brilhar ao defender chute à queima-roupa de Yamagishi. No lance seguinte, porém, o Hiroshima enfim abriu o placar: aos 20min, Aoyama dominou com liberdade na intermediária e acertou uma bomba de longa distância, encobrindo o goleiro neozelandês. Na comemoração, os japoneses simularam uma pescaria, com direito a foto do "peixe" nos braços dos jogadores.

O Auckland mexeu nas pontas - trocou Koprivcic e Expósito pelo costarriquenho Corrales e o argentino Tade - mas a qualidade dos ataques do time continuou péssima. Dominante na partida, o Hiroshima ainda colocou outra bola na trave em chute de fora da área, mas o placar não foi mais alterado até o apito final.