A Seleção Brasileira tem dois incentivos a mais para entrar em campo e vencer a Argentina nesta quarta-feira, às 22h (de Brasília), em Resistencia, em confronto que vale o título simbólico do Superclássico das Américas. O time verde e amarelo não é derrotado em solo inimigo há sete anos, além de poder enfim assumir a dianteira no número de vitórias do duelo.
De acordo com os dados oficiais da Fifa, o maior clássico do futebol sul-americano apresenta uma igualdade histórica no número de triunfos para cada lado. O site oficial da entidade afirma que tanto Brasil quanto Argentina possuem 35 vitórias no confronto, além de 24 empates. A Seleção, entretanto, leva desvantagem no número de gols marcados: são 149 a 144 para os rivais.
Outro fator que motiva a Seleção Brasileira no duelo desta quarta-feira diz respeito ao recente histórico do time verde e amarelo atuando em solo argentino. A última derrota da Seleção nos domínios de seu arquirrival foi no longínquo ano de 2005, em confronto realizado no Estádio Monumental de Nuñes, do River Plate. Na ocasião, os argentinos venceram por 3 a 1, em 8 de junho.
Depois disso, foram somente dois duelos do Brasil na Argentina contra a seleção local, mas nenhuma derrota. Primeiro, em 2009, Luis Fabiano comandou o triunfo por 3 a 1, no Gigante de Arroyito, em Rosario, pelas Eliminatórias aoMundial de 2010. Depois, no ano passado, também pelo Superclássico das Américas, a equipe de Mano Menezes segurou empate sem gols, no Estádio Mario Kempes, em Córdoba.
Caso o resultado da temporada passada se repita, o Brasil celebra o título do Superclássico das Américas de 2012, já que venceu o confronto de ida por 2 a 1, no Estádio Serra Dourada, em Goiânia. Vale lembrar que, desde 2005, a Seleção enfrentou a Argentina em outras nove oportunidades além das duas já citadas, com cinco vitórias, um empate e três derrotas, mas nenhuma delas em solo argentino - uma foi na China (3 a 0), em 2009 enquanto as demais foram no Qatar (1 a 0), em 2010, e nos Estados Unidos (4 a 3), em 2012.
"No jogo de ida, embora não tenha achado nossa atuação brilhante, eu gostei da nossa atuação contra a Argentina. Quando queremos não gostar de algo procuramos desculpas para que isso não aconteça. Se buscarmos na história do confronto dificilmente vamos impor 64% de posse de bola, como foi em Goiânia. A atuação dentro desse parâmetro é boa e vamos querer repeti-la", analisou o técnico do Brasil, Mano Menezes.