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Recuperado, Cabañas é campeão da terceira divisão paraguaia 

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Ídolo no México, craque da seleção paraguaia e carrasco de brasileiros na Libertadores. Esse era Salvador Cabañas há dois anos e meio. Atacante forte e goleador, o atleta sofreu um duro golpe na carreira quando jogava no América do México. Após discussão, levou um tiro na cabeça e esteve à beira da morte. Mas o atleta deu a volta por cima neste final de semana após se sagrar campeão da terceira divisão do Paraguai com o 12 de Octubre.

Destaque por seus gols, o atacante também ganhou as páginas dos jornais por conta do seu caso de superação. O espanhol Marca destacou o "milagre de Cabañas", após uma discussão em um bar da cidade do México, o jogador levou um tiro na cabeça e esteve vários dias à beira da morte. Mas conseguiu se recuperar e, dois anos depois do incidente, voltou a jogar futebol pelo 12 de Octubre, time no qual começou sua carreira.

Aos 32 anos, Cabañas tem uma bala alojada na cabeça desde o dia 24 de janeiro de 2010, dia da confusão no bar mexicano. Inicialmente chamado para um período de treinamentos, o atacante aos poucos foi voltando a atuar profissionalmente e, ao todo, realizou 14 partidas pela terceira divisão paraguaia, 12 como titular e duas como suplente.

Segundo o diário espanhol, o jogador é um exemplo de superação, pois sofreu danos cognitivos (perda de memória e alteração nas suas atividades habituais) e mesmo assim realizou o sonho de voltar a jogar futebol. Em entrevista, o atleta se disse contente em voltar a jogar e ajudar sua equipe a ascender à segunda divisão paraguaia.

Para Cabañas, voltar aos campos era sua meta porque "o futebol é minha vida". O paraguaio ficou mundialmente famoso depois de se tornar ídolo no futebol mexicano. No Jaguares se tornou o maior goleador da história do clube com 59 jogos. No América também se tornou ídolo, ao atuar em 115 partidas e marcar em 66 oportunidades.

Salvador Cabañas ficou conhecido no Brasil como uma espécie de carrasco. O jogador teve grandes atuações pela seleção do Paraguai diante da Seleção Brasileira, além de ter sido fundamental para a eliminação de Santos e Flamengo da Libertadores de 2008, quando atuava pelo América do México.